Congresso Feminista


Acho muito interessante, divertido, ou mesmo hilariante este Congresso Feminista 2008. Sei que alguém, talvez muitas senhoras, ou algumas que me lêem podem sentir-se entre confusas e incomodadas, aliás irritadas, com este meu texto.

Mas, por um lado, as que já me conhecem sabem que não padeço do mesmo mal, mas de sinal oposto, das organizadoras e participantes no dito Congresso. Por outro lado, a polémica, se for gerada, nem é por mim, é pelo Congresso, o que só me deixa quase frustrado por não ser a lançá-la, tanto o prazer que me dá entrar em polémicas...

Imagine-se que se organizava um dia destes um Congresso Machista...

Esta ideia do Feminismo é, para mim, absolutamente estúpida, ridícula e para quem assim se sente ou defende, é redutora. Novamente, veja-se um homem a defender o seu machismo, e imagine-se o que se pensa dele: redutor será o mínimo...

Confesso que conheço muito mais mulheres inteligentes e competentes do que homens. Confesso ainda que nunca na minha vida profissional assisti a uma só descriminação sexista. Mas admito que tudo isso exista, ou não faria sentido haver mulheres que se sintam vítimas de machos básicos e anacrónicos e o manifestem ou, venham mesmo a participar em movimentos, desculpem...precisamente sexistas! Ou...homofóbicos. Espantam-se com o vocabulário? Pois, quem se espantar, não exibe a mesma abertura de espírito e mentalidade evoluída, ou inteligência bem acima da média, das mulheres, algumas, que conheço pessoalmente, e de outras com quem só a distância lido.

Asseguro, de novo, que ao nível de uma inteligência fora de série e capacidade pessoal, e competência profissional, reconheço algumas mulheres, amigas ou conhecidas e quase nenhum homem.

Mas também conheço entre essas e outras as que, fruto seja lá de que for, educação familiar, busca de uma segurança ilusória, ou apenas condicionamento social, ou ainda uma mera circunstância temporal, sendo embora muitíssimo inteligentes e bem mais do que os respectivos cônjuges machos, se deixam arrastar numa situação conjugal de desequilíbrio, ao ponto de caírem na mesma situação em que vimos tantos dos nossos progenitores, numa outra época em que a sociedade estava bem menos evoluída e aberta, em tempos de antigo regime ditatorial, com a igreja Católica a dar o seu conhecido contributo negativo, anulando-se perante maridos que não as merecem.

E, assim como se passa entre portas, nas nossas casas, passa-se tantas vezes em ambiente profissional. E também conheço alguém assim. E lamento. Lamento que ainda hoje, mulheres jovens se deixem subalternizar por maridos anacrónicos e mais adequados a um curral medieval do que a terem ao seu lado uma mulher tão espantosa quanto merecedora de outras atenções e considerações. E entristeço-me com isso, quando se passa com alguém amigo.

O meu espanto vai assim, pois, tanto para os machos idiotas que por defesa da sua inferioridade ou por incapacidade emocional, ou por piores razões ainda, usam de um poder a que não têm direito legítimo, mas sim consentido, como vai ainda hoje a minha estupefacção para as mulheres que se deixam levar anos e anos numa subalternização e anulação perante tamanhos estafermos.

A indignação vai, por último, para essas mulheres que publicamente defendem ridículas quotas e medidas legislativas para ou proteger a mulher ou tentar guindá-la a cargos e funções que julgam, por outra forma, não conseguir. Sempre vi mulheres muitíssimo competentes atingirem lugares de destaque e de poder. Sempre assisti à imensa competência feminina. Mas tal como isso existe, também as há bem idiotas e incompetentes, que uma e outras qualidades não se vêm pelo sexo.

Claro que abomino e condeno, pessoalmente práticas de violência doméstica. Obviamente que é um dos crimes mais abomináveis. Tal como a pedofilia e os crimes sexuais em geral. Mas não lhes parece que tantas e tantas vezes se repesca este tema para conseguir a simpatia da opinião pública e dos políticos, para que de alguma forma se institucionalize um conjunto de práticas tão desnecessárias quanto idiotas, como as quotas das mulheres na vida política...


Quem tanto defende um Estado proteccionista das mulheres, fazendo tábua rasa das intrínsecas qualidades naturais do sexo feminino, demonstra de forma cabal e inequívoca a sua própria e atroz incapacidade, reduzida inteligência e ainda incompetência.

Não como mulheres, mas como pessoas. O Feminismo é, assim, para mim uma praga (e uma prática) detestável e odiosa, tanto como o machismo.
E quem tem mérito, tem-no sempre. Quem não tem procura artificializar o equilíbrio social. De forma sexista. E arrogante.
Lamento.

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