A verdadeira crise das nossas sociedades – II



Uma sociedade informada, mais culta, com espírito crítico, não está protegida do surgimento de autoritarismos, de individualidades que carregam consigo essa marca indelével de tudo e todos querer controlar, de se verem a si mesmos como detentores e verdade, de conhecimento e de capacidade de liderança, que outros, nenhum outro, a tem. Uma individualidade assim, tem tido este país infeliz, demasiadas vezes. No nosso caso português, tal pode explicar-se, com talvez demasiada ligeireza, como consequência da falta de espírito informado e crítico e, em consequência, de participação social, política, religiosa e cultural. Um verdadeiro espírito de intervenção social. Esse espírito e mais do que isso, essa atitude e postura social, existe e é facilmente reconhecida nas sociedades dos países nórdicos.

Um individualidade assim, abrangente, totalitária e manipuladora é que temos hoje na pessoa do Primeiro-ministro Sócrates, Mas já o havíamos tido em Pombal, em Salazar, em, inclusive, embora com menos impacte, por se ter preocupado em intervir em apenas parte da sociedade, a dos agentes económicos, em Cavaco Silva. Mas nunca como antes se tornou tão perigosa ter uma personalidade destas a dirigir a administração do nosso Estado Português. É que hoje é premente o nosso desenvolvimento, e não só o económico, mas o social e cultural (humano!).


Devíamos estar bem lançados na autêntica criação de uma base cultural sólida, que num país dos mais antigos da Europa e do mundo é de estranhar nunca se ter logrado. Um desenvolvimento apenas económico, ainda longe de almejar, ou até tecnológico, desejado todos os dias e nunca conseguido, mas mais próximo, ainda assim do que outras áreas de conhecimento e desenvolvimento, não nos levará a nada, pois a atitude intervencionista, no bom sentido, nunca se fará sentir.

Um país não se previne de autoritarismos por ter uma boa base cultural. Não foi assim na Alemanha de Hitler, como o III Reich, nem noutros países. No excepcional livro, As Benevolentes, chocante e polémico de Jonathan Litell, mas excelente, é defendida precisamente essa tese. Um país que sempre foi dos mais cultos e informados da Europa e do mundo, como a Alemanha, não conseguiu evitar o surgimento de uma deformação humana como Adolf Hitler.

Não comparo Sócrates a um déspota (ainda) mas as suas atitudes não andam longe das que praticaria um indivíduo assim, insensível e totalitário, em circusntâncias e ambiente intercnacional diferente. Um homem que se pensa ser o único capaz e que dele todos necessitam. Um narciso, sem formação para tal. Nem inteligência. Pelo menos como eu vejo uma pessoa inteligente. Esperteza imediatista, já será possível (também chamada de saloia, que me perdoem os saloios...)


Comparo Sócrates aos piores casos de caciques locais. Que um dia conseguiu atingir a cadeira máxima do nosso poder político. Porque todos temos andado a dormir.

Há demasiado tempo.
E não se vê ainda quando iremos acordar.
Mas o pior mesmo é o resto, o deserto á volta de Sócrates. Se ele não consegue levar este país a um nível de satisfação para os nossos quotidianos diários, alguém deveria surgir como alternativa, um dia...

Mas há um deserto. E este não é o deserto virtual de Mário Lino. O "deserto" de Lino é um sítio cada vez mais agradável para se viver e só ele não consegue ver isso. Este deserto é pior...é humano. É de gente capaz de mexer com tudo, mas respeitando os outros tal como são e não como agora em que se pretende implicar e mexer com tudo e todos, tudo e a todos controlar, incluindo as nossas formas de ser e de viver (cultos artificiais de imagem como a de um Primeiro-ministro que faz Jogging, como se tratando de um homem saudável, sensato e equilibrado, mas que apenas usa os nomes pessoais e não de família. Tudo a favor. de uma imagem falsa, de plástico, como a actual Directiva e normas que a ASAE pretendem aplicar à restauração).

Tudo...de PLÁSTICO!

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