Que políticos temos?

O líder do PSD anda a fazer o quê da nossa política? Por que razão não temos alternativa credível perante um Governo tão parco de imaginação e criações positivas?

Se temos uma vida política cada vez mais presente nas nossas vidas, e passamos por um momento tão pobre da nossa democracia, que nos resta de esperança para os próximos tempos?

Temos um Governo arrogante, mas sem obra positiva. Anúncios de reformas, que são alteradas todos os dias, ao sabor de sondagens e de clientela. E temos na oposição, na que teria condições para ser mais viável em termos de governação, uns tantos políticos que se entretêm mais com jogos de ‘ser do contra’, e se ocupam de casos menores, fazendo propostas que até nos parecem brincadeira de putos, sem uma ideia positiva.

Quantas pessoas de vulto público têm coragem para dizer que esta política financeira está a arruinar o país? Uma política estilo Salazar, mas com a desvantagem de aquele ter diminuído a despesa e os de agora nem isso conseguirem, mas também nem se esforçarem. Esta mania europeia do défice não serve um país sem tecido económico definido, que anda ao sabor dos ventos de economias maiores. Pode parecer normal, pela nossa dimensão, mas olhe-se para uma Suíça e outros países, que no pós-guerra passaram até por fortes recessões e até vagas de alguma pobreza (lembram-se de como era uma Suécia há sessenta anos?). Certo que a cultura nesses países era já bem mais sólida do que a nossa, no presente. Mas somo um dos países mais antigos do mundo com as mesmas fronteiras, que podia ter beneficiado de longos períodos de paz e nada soubemos aproveitar, em prol de um povo mais informado, mais culto e, como tal mais participativo e positivamente crítico.

O défice não nos faz nem melhores nem piores. Foi a administração do Estado que o foi criando. A má administração. Era para não o deixar crescer que se elegeram vários Governos. Fizeram o oposto e agora fazem pagar a todos, um monstro que ninguém queria. E da pior maneira. Estrangulando-nos com impostos. Nem tentam diminuir uma despesa, que escondem mas que cresce todos os anos, mais do que o PIB. O défice, essa obsessão irracional, que se tornou o principal objectivo nas Finanças, está a deixar para trás anos e anos de possível desenvolvimento económico, social e até cultural. E afastamo-nos de uma Europa que reclamo o cumprimento dos objectivos para o défice, e nos vê, todos os dias mais distantes. Interessa à Europa ter um país assim no seu seio? E quantos de nós temos coragem de falar contra o famigerado défice, aliás a redução do mesmo, contra tudo o que isso significa para o nosso desenvolvimento? É certo que é importante. Mas o mais importante, num país que assistiu à transformação do seu tecido económico de uma economia mais industrial para uma de serviços, que está nos limites geográficos da Europa, e não consegue impor-se onde só tem hipótese: Serviços precisamente.

O resultado é um Governos medíocre e uma oposição à sua altura, ou pior, que nos retira muita esperança. E só a teríamos numa sociedade com capacidade de renovação de pessoas e mentalidades. Mas ao contrário, temos uma vida amorfa, numa sociedade amorfa, sem ânimo de lutar pelo futuro e sem saber como o fazer.

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