29.8.06

Fogos... propaganda e desinformação

Continuamos em Portugal com esta estupidez de fazer campeonatos partidários de quem teve, ou tem, mais fogos (perdão... menos) anualmente.

E para tal serve tudo, inclusive escamotear informação. E isto nada tem que ver com notícias nas TV's ou imagens, ou pressões (ou pseudo-pressões) do Governo sobre a RTP. É conhecer o país, andar um tanto por aí, Norte e Sul e saber que muitos dos fogos que se vêm, se sabem existir, não são divulgados.

Como se houvesse menos fogos só por não os noticiar. Como se o Estado ficasse menos lesado, apenas por o Governo sair melhor na fotografia (leia-se propaganda por omissão). Como se todas estas jogadas (politiquices, como gosta de lhe chama o Ministro do Ambiente, precisamente o que mais se devia preocupar e menos aparece) fossem mais importantes do que o constante delapidar do nosso património mais básico e importante: a natureza e não apenas a floresta, pois os fogos afectam e muito toda a vida, vegetal e animal, nas zonas em que devastam.

E o problema persiste, porque persiste a teimosia de ver os fogos sempre do ponto de vista da perigosidade para as populações (eleitoralismo oblige) e não do ponto de vista da protecção da floresta e da natureza.

Tudo isto tem sido comum quer a Governos PS, quer a outros do PSD.

Basta mudar esta estratégia e valorizar a natureza... e tudo mudará.

E medidas avulsas, embora também importantes, como sanções, multas, agravamento de penas, não resolvem o problema. Prevenção e estratégia adequada, esquecendo a propaganda política é que o resolverão.

Este problema não é português apenas, nem tão pouco europeu. É mundial. E afecta mais países como Brasil e países africanos vários do que qualquer país europeu.

As alterações climáticas, que muita gente ainda persiste em ignorar, são parte das causas, mas são-no, fundamentalmente, a alteração de modos de vida de populações que antes viviam na e da floresta, e também de governos que não vêm este um problema de base e fundamental, com imensas consequências futuras, também nas alterações do clima e no nosso bem-estar e sobrevivência médio ou longo prazo.

29.7.06

Maria João Pires e os socialistas



Maria João Pires. Indiscutivelmente a nossa maior artista, na música clássica, desde há muitos anos, talvez mesmo a mais reputada desde Vianna da Motta.

A ida de Pires para o Brasil sugere-me dois pensamentos: indignação e um sentimento de indisfarçável satisfação (embora me possam acusar de ser uma satisfação um pouco cínica).

Indignação porque Maria João Pires é, de facto um enorme, um imenso nome da música clássica mundial. É uma das melhores pianistas internacionais, numa área cultural em que não abundam grandes nomes do nosso país. É uma das artistas que mais admiro e admirarei. E já por diversas vezes confessei a minha paixão pela música clássica. Que vive comigo todos os dias, em casa, no carro, num hotel (em formatos, hoje, mais modernos como mp3, iPOD, etc.).

Maria João Pires tem uma forma muito inspirada de interpretar, magistral, própria apenas de génios.

A sua partida para o Brasil, num óbvio divórcio com a política deste Governo- só não assumida pela sua declarada simpatia com o PS, deixa-me pleno de tristeza, de frustração, de indignação. Um país com um tão pobre panorama musical deve acarinhar artistas de tão gigante valor. Maria João Pires poderia ser comparada, neste tempo em que vivemos a uma Clara Schumann do século XX. Sem exagero. Apenas com a diferença de esta ter também composto algumas obras, mesmo assim, pouco conhecidas. Mas Pires teve e tem o mérito, não menor, de ter iniciado um projecto artístico absolutamente imenso, fantástico e único, mesmo a nível internacional.

O Governo Sócrates mais uma vez não sabe dar valor a quem o tem, nem mostrar reconhecimento. Já Guterres o havia feito e provocado a mesma indignação em Maria João Pires.

Mas este facto também me traz uma mórbida satisfação: a de verificar que, numa altura em que Prado Coelho ofende Rui Rio, no seu último artigo no público, apelidando-o de saloio intelectual, por este ter tomado uma acertada decisão, quanto ao destino do Rivoli do Porto, uma sua confrade e amiga de partido se afasta da orientação do pertido comum a ambos. Mesmo que Maria João Pires não o assuma, por pura solidariedade intelectual, política e partidária.

Prado Coelho, também ele declarada e tão fanaticamente socialista (tanto quanto os iranianos são, de forma cega, pelo Ayatollah Khamenei, agride Rio pela sua decisão, confirmando, assim a sua visão errada de uma política cultural fora de tempo: a de o Estado ser, ou ter de ser um bastião da cultura. Mas Prado Coelho, tal como todos nós lê - e gosta de ler, obviamente por livros editados por…privados. Em toda a Europa, em todo o mundo é normal teatros, e outras salas de espectáculos serem propriedade de privados. Em Portugal também: um seu amigo socialista, também, é proprietário de uma sala em pleno coração de Lisboa: o Politeama, de La Féria…

Esta mesma visão tem Maria João Pires: Cabe ao Estado apoiar a cultura. E é verdade, mas só parcialmente, e cada vez menos. Pois o Estado, hoje, fruto de uma política propagandística - quase Salazarista - do PS, a cultura é demasiado, asfixiantemente, politizada. E cultura e política não se deveriam confundir assim tanto, tal como defende. Prado Coelho e Maria João Pires, precisamente.

Pires foi para o Brasil. Mais uns nove milhões de portugueses gostariam de ir atrás… e deixar este PS aqui, sozinho…

Pires vai obviamente construir no Brasil o que aqui não poude fazer, pois lá terá a tal política de subsídio, do seu amigo Gilberto Gil, que comunga da mesma visão do Século passado.
Isto não retira nada ao mérito e à qualidade do projecto de Pires, e muito menos à sua excelência artística.

É a fuga de uma grande senhora, uma enorme artista, uma pessoa superiormente inteligente. A fuga desta mediocridade nojenta em que subsistimos, por culpa de PS's, de PSD's e de um povo ignorante, mas sem culpa prórpia,  todos demasiado instalados num marasmo doentio. É a fuga onde tudo o que tem valor acaba por mirrar, se chegou a germinar. Apenas porque orgulhositos caseiros e pessoais, como o da Ministra da (in) Cultura e da de José Sócrates, esse amanuensse demérito...

É um dia triste e de mais uma vergonha nacional este da notícia da saída de Pires...

...mas é bom não confundirmos tudo.

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25.7.06

PSD e PS: qual o pior?

Com um PS tão mau, tão fraco de inteligentsia e de honestidade até devia parecer fácil ser oposição...mas com um PSD ausente, desmotivado... não há nada que 'nos acuda' (só o BE????).

A pergunta não é: qual o melhor paar nos governar e tirar desta m... lama

A pergunta é: quem ganha em mdeiocridade...

Vão lá de férias a ver se Espanha, em Setembro já comprou mais uma 'golden share' de Portugal...

Rectificação sem grande importância

Enganei-me quando escrevi que "The Eight" não havia sido publicado em português. Fui dar om um exemplar único do segundo volume, da nossa estimada editora Europa-América. Que por ter vendido pouco, não se interrogou porquê... e não reeditou. Um exemplar sujo, amarelado, no El Corte Inglês, com uma capa que até dá orgulho às Edições Paulistas, pelas obras de arte que vendia... (as capas vendem livros!)

Mas isto não tem relevância, pois ninguém deu por nada e o livro em português morreu mesmo. No Reino Unido continua nos primeiros lugares a vender e vender..( vender é negócio, senhores editores, que deixam esgotar livros, de autores portugueses consagrados e outros, internacionais, também: já tentaram procurar um Steinbeck ou um Dos Passos, por exemplo...com capa decente e sem cheiro a mofo?). Mas temos a "Livros do Brasil" que merecemos.

Há uns anos, quando a Margaret Atwood ganhou o Booker Prize (com The Blid Assassin) a Livros do Brasil pedia (em escudos ainda) € 20,00 (!!), por uma coisa daquelas com capa horrorosa e a 'crescer' para os lados, mal cortada...

Enviei um mail, a referir a afronta, como leitor, perdão, comprador e... ignoraram-me. Por que em Portugal, uma edição ganha já dificilmente passa para oura editora e, por isso, podem produzi-la mal e cara porque a mantêm no seu catálogo, mesmo não reeditando.

Mas se os livros fossem importantes...este post podia ter interesse, o que não é o caso, neste país.

Leiam!

22.7.06

The Eight



The Eight. Katherine Neville. Em Portugal a actividade editorial rege-se por critérios muito estranhos e díspares, em compararão com outros tantos países, desde logo os mais fortes neste mercado "das letras", como a Alemanha na frente e também o Reino Unido e a França. Em todos estes países, e ainda em Espanha os critérios dos editores não são apenas os que pautaram os lançamentos de livros como os de Dan Brown- um escritor entre o fraco e o mediano, mas com bons ingredientes de sucesso - ou a série de Harry Potter- que teve o condão de por muita gente miúda a ler. Mas em todos os países mencionados é impressionante a actividade das editoras, que publicam tudo, de bom e de mau, ou seja, para todos os gostos (que os há bons e maus...). E, assim, perde-se, em Portugal, ou chega-se sempre mais tarde, por vezes muito tarde, a oportunidade de ler livros bons, ou interessantes, ou de escritores de grande mérito, ou mesmo excelentes, escritores ou livros. Há uns anos, por altura da atribuição do prémio Nobel a Günter Grass, procurei um livro dele muito bom, "O Tambor", de 1956, já publicado há muitos anos, se não me equivoco, pelo Círculo de Leitores e outra editora, que não consigo precisar qual. Nessa altura, como em qualquer ocasião de atribuição de prémios literários importantes (Nobel, Man Booker, National Book Award, Pulitzer, Planeta, etc.) teria sido boa oportunidade reeditar os livros todos de Grass. Mas tal não sucedeu e enviei um email para várias editoras, lembrando, ao qual nenhuma me respondeu... E ainda hoje esse livro de Grass não voltou a aparecer em português. Tal como muitos outros, clássicos da nossa excelente literatura portuguesa, aliás, há tanto esgotados. Hoje venho aqui referir um outro livro, The Eight, de Katherine Neville, do qual me falaram em Espanha e de qual autora já há um outro publicado em português, pelas edições 70, "o Círculo Mágico". Os títulos dos livros de Neville podem não ser os melhores, podem entrar um pouco, ou muito, por essa moda ou exagerada tendência actual de escrever, e publicar, sobre sociedades secretas, casos insólitos, escândalos... mas asseguro-lhes que The Eight é um bom livro, na senda de "A sombra do vento" de Carlos Ruiz Zafón (este talvez mais literatura, de mais qualidade). The Eight � um bom livro para as férias, mas � muito superior aos Dan Browns (que já li também, mesmo antes de publicados por cá). The Eight só está acessível em Inglês, por enquanto mas vale a pena aventurarmo-nos por ele dentro e fazer do tempo de férias algo mais estimulante também, pelo menos com aquela vontade de andar sempre com o livro, de o levar para todo o lado, de sentir um impulso para chegar � noite e nos deitarmos a ler até chegar o "ardume" aos olhos... The Eight � um livro inteligente, bem escrito (mesmo sem ser um Auster, ou McEwan, Cunningham, Clémente, Rushdie ou Coetzee, etc). Vale mais lê-lo do que a dez Dan Brown. É só ir a uma Fnac ou Buchholz, por exemplo. Boa leitura!
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11.7.06

Marasmo

Passado o Mundial de 2006 (e eu, de facto, nem sou um habitual apreciador, ou um "entendido" em futebol) sente-se, de novo o regresso à nossa afamada letargia... ou o nosso Marasmo.

Já em Julho, entrar-se-á gradual e de forma crescente, em período de férias do país. De todo o país.

Se juntarmos os habituais dois meses mais típicos de férias a um mês de futebol, quase diariamente vivido e sentido, ou ainda, para onde muitas das nossas energias, pensamentos ou preocupações se dirigiram, temos três meses de pouca ou quase nenhuma actividade...

Pode Portugal dar-se a um luxo destes?

Em Setembro estaremos em rescaldo e me choque. Em rescaldo de férias. Ainda de "Mundial" e de "Scolari fica-não fica-quem será a selecção-sem-Figo e Pauleta... Depois virá o choque: o das contas públicas a resvalar de novo. O da economia a persistir no marasmo, na inércia negativa...

Em Setembro queria regressar a um país cm novidades: na educação, principalmente, na cultura...o resto virá sempre, tarde ou cedo.

Tratemos da nossa desgraçada educação, estimulando os nossos jovens, mas sem fazermos das escolas espaços de discussão democrárica. De liberdade e respeito sim, mas de enterna e estéril discussão não.

Terminenos com Conselhos directivos. Precisam-se de Directores/reitores, nas escolas. Mas também urge uma prática de incentivo ao prazer pela apredizagem, pelo conhecimento, pelo estímulo à critavividader, com menos volume e peso de "matéria" e mais criação!

A cultura tem de deixar de ser um sector de lobbies, de amiguitos... a cultura é, por natureza, universal! Ninguém pode amarrar a cultura a uma esquerda, inculta muitas vezes, e reaccionária e conservadora, frequentemente. Nem a uma direita "pirosa"...

Não pode haver lobbies e amiguinhos, nem complexos na cultura.

Em Setembro, após o marasmo, será tempo de recomeço de muita coisa nunca feita...

9.7.06

Do mal o menos...

Ao menos passou a selecção, entre ladrões, que menos merecia perder. Porque mereciam perder as duas que hoje jogaram.

Mas confirma-se que nenhuma delas jogou futebol neste Mundial. E ambas roubaram, no sentido em que eliminaram adversários de mais qualidade, superiores, com baixos golpes ajudadas por árbitros corruptos num ambiente de uma corrupta FIFA.

E que dizer de um animal que agride um atleta advsário, derrubando-o com uma cabeçada? um tal de Zidane, que dizem ser um grande jogador... tem-se visto... de arrogância talvez...

E que dirão os idiotas dos violentos ingleses, que sempre se pautaram por violência em toda a sua história? Que dirão eles agora, para tentar manchar os nossos jogadores, nomeadamente o Cristiano Ronaldo e, assim, tentar esquecer outra besta de nome Rooney? Deviam fazer uma selecção de animais, tipo: Rooney, Zidane, Del Piero...e uma mão cheia de holandeses. E por um tal de russo a arbitrar...

Era giro.

O Mundial terminou antes da final oficial

Como a FIFA fez, como fizeram a França e a Itália já nem me interessa. Mas que se conseguiu, uma vez mais, levar à final Mundial de Futebol de 2006, duas das piores selecções que jogaram na Alemanha, lá isso é verdade. Ou, melhor, nem sei se é verdade, mas é a minha opinião, e como nunca pretendi ser imparcial, nestes temas - isso fica bem a profissionais de futebol e a pro-profissionais - dou apenas a minha parcial opinião. E como só esporadicamente ,me interesse por futebol, é a opinião de um candidato a amador. Mas será, permitam-me uma opinião, como o valor que tem e tão só isso.

Duas das melhores selecções jogaram ontem, para, oficialmente, disputarem o terceiro lugar. Essa foi, para mim, a verdadeira final, por serem as melhores selecções. E como Portugal até jogou melhor do que a Alemanha, então somos segundos no Mundial e a Alemanha, que foi mais eficaz e marcou dois golos (não sei porque contam com os auto golos...) mesmo tendo jogado pior do que nós.

O que faz de Portugal... a melhor selecção do Mundial de 2006!!!

O jogo de hoje, desmerecidamente para disputar o primeiro e o segundo lugares, mas, afinal, apenas merecendo o terceiro e o quarto lugares, e já esforçadamente, por terem passado eliminatórias incorrecta e injustamente, como a Itália com a Austrália com uma grande penalidade roubada e a França tendo feito o mesmo com Portugal... duas das selecções que pior jogam e jogaram o Mundial...

... o Mundial terminou ontem, para mim!

Viva Portugal e o seu merecido título não-oficial de Vice-campeão!

28.4.06

Elogiar ou comentar o que está correcto

1.Ontem o Governo anunciou o novo pacote que vai alterar profundamente as reformas dos portugueses.
Uma medida impopular e muito desagradável, para todos, mas infelizmente será muito improvável poder fazer-se de outra forma.

O que isto significa é, uma vez mais, a medida da nossa injustiça social, provocada não por este Governo ou por outro, mas talvez acentuada por vários, mas seguramente devido aos tais nossos geniais gestores, administradores e patrões que andam há dezenas de anos a sugar o Estado (que somos todos nós).

2. Sócrates anunciou que tem intenção de lançar a discussão nacional sobre a nergia nuclear. Depois das precipitadas afirmações do Ministro da Economia, não etnho dúvidas de que acertar de agulhas será bem mais vantajoso para o futuro energético e económico de Portugal. Lançar a discussão não e assumir nada. Mas calar seria discussão é um erro crasso.
As energias alternativas, no bom caminho e graças a este Governo, não contribuirão em mais do que 20 a 25% para a redução da nossa factura energética (85 % dependente do exterior). Espanha exporta energia para Portugal e tem nergia nuclear. A produção de energia é uma actividade económica e poderemos pensar, porque não, em exportar para Espanha.

Dois casos, para além do programa da administração pública que, sendo implementados, merecem o meu aplauso.

26.4.06

O Fosso português

Em Portugal aumenta o fosso entre ricos e pobres.
Em Portugal aumenta o fosso entre homens e mulheres, no que aos vencimentos diz respeito
Em Portugal tem vindo a aumentar o fosso entre gestores e os seus colaboradores, ou trabalhadores.

Portugal cria mais injustiça social.

Sócrates revê-se no modelo sueco e nos modelos nórdicos de desenvolvimento. Precisamente os países onde o fosso, as diferenças entre ricos e pobres, dirigentes e dirigidos, homens e mulheres é menor, em todo o mundo!

Portugal é o país do Fosso, o campeão do fosso das desigualdades.

Ando pessoalmente a dizer isto mesmo a todos os que conheço, a familiares, amigos e conhecidos. Este é um problema estrutural gravíssimo que, a acentuar-se, nos vai tornar mais pobres, mais incultos mais escravizados (nomeadamente de espanhóis e de multinacionais em geral). Cunhal falou disto milhares de vezes e, mesmo querendo distanciar-se das ideias de Cunhal, é preciso ter a clarividência para perceber que ele tinha razão.
Estas diferenças não são as diferenças entre os mais capazes e os menos qualificados e capazes, ou inteligentes. Não são as diferenças entre os que se julgam superiores e os que serão inferiores, segundo opinião dos primeiros.
Mas precisamente e muito frequentemente o contrário! Conheço dezenas de exemplos disso mesmo.

Não conheço um só caso que justifique um Director ou Administrador ganhar mensalmente cinco, dez, vinte ou cinquenta mil euros e um seu colaborador próximos auferir dez, vinte,c cinquenta ou cem vezes menos!

Estas diferenças, o fosso, vai matar a nossa economia e subalternizá-la. Porque muitos dos precisamente melhor formados, mais capazes e até inteligentes escolheram o curso errado, ou nem o tiraram, escolheram a profissão errada e esqueceram-se de usar a cunha...

A descapitalização da classe média e a consequente dormência da economia, por não permitir criação de mais e inovadoras empresas (o segredo do sucesso da Alemanha, no pós guerra, esteve nas empresas familiares que ainda hoje subsistem) e a regeneração não vai acontecer. Nunca aconteceu baseada em grandes empresas, muito responsáveis pelo fosso.

Só conheço uma forma de mudar isto: a revolta silenciosa e a recusa individual em persistirem os baixos salários de quadros técnicos, superiores ou não. Porque as diferenças não estão nas classes não qualificadas apenas e acentuam-se nos licenciados que não tendo a cunha não chegam a gestores, ou dirigentes.

Somos o país da vergonha social e este Governo tem acentuado este fosso.

E as diferenças aumentam não só cá dentro, como entre nós e os outros países, obviamente. E seremos mais subalternizados, mas igualmente formados e inteligentes, só não seremos respeitados.

A começar por eles mesmo, quando ministros se recusam publicamente a prescindir de múltiplas reformas e vencimentos, auferidos sem mérito ou merecimento, pelo que agora, também publicamente se pode comprovar pela incompetência atroz crescentemente demonstrada, de quase todos eles.

Somos o país da injustiça e da vergonha, do fosso que os que queremos imitar...não têm.

Já aqui havia escrito isto por diversas vezes e outras tantas verifico que tudo piora e vem confirmar aquilo que digo

25 de Abril

Este ano regressei ao 25 de Abril de forma um tanto inesperada. Estava em casa com os meus filhos a ler um pouco e a dada altura, na tradição de zapping de cá de casa (menos minha e mais dos filhotes, que vejo muito pouca televisão, em dias de semana) passámos pela RTP 1 e demos com o filme da Maria de Medeiros, já visto em tempo, sobre o 25 de Abril.

A minha filha mais crescida tem treze anos e o pai dela, com as suas habituais prelecções pedagógicas (e chatas!) lembrou-se de 'educar' um pouco as miúdas (a de treze e a de dez... porque não?) sobre o antigo regime, a revolução de 1974, o que vivi com os meus catorze anos nessa data...

Não resultou em muito e, rapidamente, as miúdas logo se maçaram de ver o filme.
Resultou em que, nostalgicamente me lembrei desses catorze anos, dessa data, dos acontecimentos subsequentes... de estar junto à rádio, com o meu pai e os meus irmãos a ouvir tudo, tudo o que desse sobre a Revolução...

Nesse dia nasci para a política, sentindo e querendo sentir novas experiências, querer entender tudo, sobre o que terminava e sobre o que nascia para todos nós. Queria, excitantemente, viver tudo aquilo, sentir-me responsável, queria participar!

Dias depois saía à rua no 1º de Maio, entre tanta gente de todas as ideologias e orientações políticas... isto passou-se, para mim, no Funchal, donde venho e nada se compararia com o vivido em Lisboa. Mas para mim, adolescente com manias de me sentir útil e importante, foi um dia, dias, semanas...meses importantes e marcantes, pouco depois desiludidos com a confusão geral criada nos anos de 75 e 76. Mas agora recorda-se com prazer o que aquela Abril de 1974 nos trouxe e permitiu.

Ficou-me uma profunda nostalgia e tristeza insanável da falta do meu pai, que naquele 74 fez exactamente o que eu tentei fazer este ano com os meus filhos...

Cavaco Silva veio lembrar as preocupações sociais que temos todos de ter e a responsabilidade colectiva. Ouvi-o e pareceu-me estar a ouvir o meu próprio pai, nessa preocupação e nesse respeito pelos que mais sentem a nossa desgraça nacional. O meu pai também era do mesmo partido de onde vem Cavaco.

E, por isto tudo, pelo que vivi, pelo que senti, pelo que ouvi, não permito a propriedade exclusiva, nem a prioridade, do 25 de Abril e do AMOR PELA LIBERDADE INDIVIDUAL E COLECTIVA a ninguém, nem à esquerda nem à direita!

23.4.06

Chaconne da Partita nº2 BWV 1004 de J.S. Bach



Hoje, na Festa da Música no CCB, assisti a um recital fantástico:

Régis Pasquier, violonista francês já frequente na Festa da Música, presenteou o público com uma actuação genial da Sonata para violino solo nº 1 em Sol menor BWV 1001 e com a Partita para violino solo nº2 em Ré menor BWV 1004 de Johann Sebastian Bach.

Esta Partita é um das mais famosas de Bach e deve parte da sua fama, não apenas à genialidade da obra em si mesma, mas também às transcrições para piano, que no meu anterior texto referi também ter assistido, ontem em Belém, sendo a mais conhecida a de Busoni, depois a de Brahms, para mão esquerda, e quase desconhecida a de Lutz - que foi professor da intérprete de ontem, Edna Stern, uma pianista que não terá muito mais de vinte anos, mas já de uma virtuosidade e inspiração notáveis.

Uma Chaconne, ou ciaconna no seu original, é um estilo de música inspirado num dança, de origem espanhola e que remonta à Idade Média. A dança original é, tal como o 'andamento' frequentemente adoptado no Barroco, rica em variações e harmónicas e de cadência segura e magistral. É um estilo musical rico e nobre, tanto lento como variando para ritmo muito rápido e exigente, que muito solicita à virtuosidade de um intérprete. O mais famoso dos Bach foi um dos mais geniais compositores (embora estivesse votado ao esquecimento em salas de espectáculos, durante mais de 1oo anos) e também neste género, tal como em suites para violoncelo solo, ou muito distintamente em obras sacras de grande vulto e dimensão, Bach foi dos compositores que melhor soube escrever com base em danças ou melodias de raiz popular, ou de palaciana, elevando-as a um patamar tão elevado que, não raramente exclui um imenso número de intérpretes da possibilidade de as apresentarem em público. Pela sua dificuldade, pelo exigente nível artístico e destreza mecânica.

Edna Stern gravou magistralmente, num disco único as três transcrições para piano da Chaconne mais famosa de Bach, mas teve no final do recital de ontem um muito dissimulado lapso, na de Busoni, após uns bons quarenta minutos de interpretação consecutiva das outras duas, e numa sala mal climatizada, onde o público mostrava a sua impaciência e a sua ignorância, na forma de fru-frus e tosses totalmente despropositadas. Edna Stern teve três execuções tão diferencidas quanto envolventes, plenas de sentimento, de envolvência, em todas elas nos permitindo sonhar com um regresso inaudito ao Barroco, através de três composições que são posteriores àquela época. Totalmente justificado o milionésimo lapso na esplêndida pianista belga. Que me maravilhou, tal como hoje, Régis Pasquier com o seu violino setecentista, Guarneri del Gesú. Um violino de valor incalculável. Mas é Pasquier que o faz vibrar e nos encantar e inebriar.

As transcrições para piano da peça original de Bach são das mais belas obras que nos podemos dar ao prazer de ouvir e são das poucas obras pianísticas que se aproximam, na minha modesta opinião, da genialidade das obras magistrais e de elevado grau de dificuldade interpretativa de Liszt. São cada uma delas uns belos quinze minutos que podemos oferecer às nossas vidas, de beleza, intelectualidade artística ao mais alto nível (perdoem-me o galicismo). Com obras destas pode-se viver melhor e até morrer mais feliz!

Com intérpretes destes podemos enriquecer a nossa insignificante passagem por uma vida cada dia mais dura num país de culturalmente deserto.

Um amigo meu costuma dizer que Bach era o único compositor que tinha a certeza de escolher se pudesse e se soubesse que iria parar a um ilha deserta. Eu digo que Bach se leva até ao fim, até à morte e com ele estas transcrições maravilhosas de Busoni e Lutz, mas também de Brahms.

Bach para Piano e Tosse

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A Festa da Música é sempre um acontecimento que me mobiliza sempre, anualmente, percorrendo várias salas do CCB, durante dois dias, de manhã à noite.

Este ano dedicada ao Barroco através da Europa, dedicada a J.S. Bach, na sua maioria, mas também a Telemann, Vivaldi, Rameau, Soler, Seixas e outros, numa espécie de corrente de união artística através da Europa, perfeitamente caracterizada pelo lema atribuído pelo seu mentor e organizador, René Martin: "Harmonia das Nações".

O público acorre a este acontecimento cultural numa afluência que não tem comparação a este nível e género. Apenas para festivais rock se podem estabelecer comparações de semelhante ou ainda maior dimensão.

Mas o público que ali se desloca, como em tantas outras ocasiões, nem sempre sabe a que vai assistir, nem, por isso mesmo, como deve estar.

Assim, em recitais de piano, violino ou violoncelo, ou generalizando a recitais solistas ou mesmo concertos, há um fenómeno que se repete insistentemente: este público português adora participar nos concertos com a sua própria ...tosse!

Num recital de piano, de obras de Bach, a tosse, frequentemente não em Lá Menor ou em Ré, ou outra tonalidade qualquer, e nem ensaias convenientemente antes dos mesmos... destoando da excelente interpretação de solistas como um Jean-Fréderic Neuburger, de vinte anos, ou Edna Stern, que nos brindaram com grandes momentos, próprios de virtuosos com muitos mais anos e experiência, mas num recital do nível destes, a que hoje, como em tantas outras ocasiões tive a sorte de poder assitir, o público não se consegue conter, ou melhor à sua persistente tosse. E aos 'fru-frus' das roupas e dos papéis...

Porque reagimos assim nos concertos? Será, simplesmente, pela falta de educação artística de que padecemos? Ou será de impaciência social básica? Somo básicos não somos?

Mas estes recitais e concertos, de piano e tosse, violino e tosse, tosse e orquestra deixam-me a mim impaciente. má cultura musical a minha...

Um dia ainda hão-de fazer os avisos habituais desta forma:

"Agradecemos que desliguem os telemóveis e é proibido efectuar tomada de imagem ou som. Quem não tiver ensaiado a sua tosse com o solista, por favor, abstenha-se de participar!"

Agora tenho de ir... ensaiar a minha tosse para os concertos de amanhã...
...um deles com a Chaconne da Partita nº2 para violino solo BWV 1004
de J.S. Bach, de que hoje ouvi três transcrições para piano, falubolsas, de diferentes compositores (de Brahms, de Lutz e de Busonni, esta já a conhecia e é uma das minhas peças preferidas.

Bach foi sempre uma fonte de inspiração para tantos outros compositores também eles geniais e taé para as tosses do público luso

13.4.06

O eternos campeões da lama

Temos a electricidade mais cara da Europa.
O gás mais caro da Europa.
Os telefones mais caros da Europa.
As taxas de cartões de crédito mais caros da Europa.
As casas mais caras da Europa.
Os carros mais caros da Europa.
As escolas mais caras da Europa.
Os transportes de mercadorias mais caros da Europa.
Os impostos mais elevados da Europa.
Os supermercados mais caros da Europa.

Só escapam, que me lembre, as bebidas simples, como café, água, cerveja...

..ah! e os vencimentos, de gente normal, claro. Não dos grandes gestores de merda (os mais bem pagos da Europa!) que temos e que nem conseguem ter estratégia para crescer fora do país, consistentemente, mas julgam-se muito bons.

E temos os piores governantes, nos governos de merda que temos tido, sendo este o piro de todos. Todos, mas todos os indicadores deste governito de segunda categoria são negativos, excepto numa coisa: se conseguirem, de facto, sem maquilhagens quem socialistas são tão pródigos, reduzir a estrutura e o peso do Estado, serei o primeiro a reconhecer-lhes o mérito, mas não bastará, ainda assim, que por aí se fiquem.

Agora vai o fisco, penhorar bens (automóveis, por exemplo) de quem tem dívidas à Segurança Social (S.S.). E fazem muito bem. Só não se entende como levaram tanto tempo a reagir. Sabem que a BMW subiu as vendas em mais de 40% em dois segmentos, Série 5 principalmente, entre Janeiro e Março deste ano? Ainda bem para eles, mas não lhes vão ser pagos os carrinhos...

Sobre esses carros convém dizer que o estado arrecada logo no acto de compra entre 20 e 40, 50 ou mais mil Euros! E sobre uma casa de 400.000 Euros, outros 40.000 só na compra, e ianda mais, muito mais, depois. Até no momento da herança, continua o nosso Estado (quase sse podia chamar de estado terrorista ou bandido, se não fosse legal...) a arrecadar!

Mas, afinal, não será que a fuga a pagar à S.S. não tem também que ver com as elevadíssimos encargos que têm todos os empresários que acarretar, num mercado tantas vezes diminuto e sem crescimento, e mal pagador?

Mas com tanta mediocridade eleita pela maioria, que faz isto tudo de nós?
Estúpidos e broncos desinformados?
Pois faz!

É o Estado lamacento de Guterres!

E nunca há dinheiro do lado do Estado, para termos as estruturas e infra-estruturas decentes, com as piores estradas, ruas, escolas, etc...

Boa Páscoa com os chocolates e amêndoas mais caras da Europa!

1.3.06

Nem todos se podem dar ao luxo...

Nem todos se podem dar ao luxo de ter uma estadia num dos melhores hotéis portugueses, pertencentes a uma das cadeias mais selectas do mundo. Mas a nosso Selecção de Futebol pode.

E, assim, está a ser contruído um novo centro de estágio, em Évora, e não se utiliza nenhum dos já existentes (do Sporting- não sou sportinguista, e outros que nem conheço, pois de futebol percebo pouco mais do que népias).

E, assim, para além do custo do novo centro de estágios, Portugal vai pagar mais de duzentos e e vinte mil euros, só pela estadia no hotel- quinze dias...isso mesmo (mais de 45 mil contos! à antiga).

Não é para todos...a crise é só para alguns (a maioria de nós, por sinal).

(Eu de futebol nem entendo! quem me conhece sabe bem que é verdade...e talvez, também por isso, sou tido como um grande chato, pois as pessoas normais têm semrpe umjouinho qualquer para comentar)

24.2.06

Nuclear não! Pasta de papel, sim!

Grandes decisões, grande capacidade de decisão...

O Governo continua a iludir e a dividir os portugueses. Iludir com medidas a vulso, como esta do investimento na fábrica nova da Portucel, empresa privada onde o Estado já não detém uma 'golden share' bem à moda de países de economia centralizada, estatizada, mas em que através de corporativismos quer continuar a 'ter uma palavra'... projecto de anteriores governos e de uma administração demitida por socialistas...

Um fábrica de papel de deimenões nunca vistas em Portugal, não é logicamente poluente e perigosa...nem terá de ser desmantelada, pois no nosso país nunca se desmantelam fábricas, deixando-as definhar, morrer, obsoletas e improdutivas.

Perigosa é uma central nuclear, mas todos os países europeus as mantêm, e ainda investem em mais.

Eu diria que perigoso é um ministro da economia que se vende a amigos e interesses, portugeses e espanhóis, e um Primeiro-ministro que o patrocina...

E repito, a energia nuclear permitiria exportarmos energia, mas como isso querem os espanhóis fazer de lá para cá, Pina Moura, Manuel Pinho e Sócrates não o irão permitir, usando argumentos bacocos e demagógias pseudo-ambientalistas e usando a mesma força que o seu 'polvo' da comunicação social tem usado, na prublicação de sondagens que lhes dão preferência (obrigado amiguinhos da Eurosondagem e do DN...)

22.2.06

Energias

Portugal é, na Europa, o país com maior dependência energética do exterior.

Portugal tem também baixa eficiência energética. Quer isto dizer que a diversos níveis consumimos demasiado e mal. Consumimos demasiado quando a incúria nos leva a não controlarmos melhor o consumo em energia eléctrica, quando há excessos nesse consumo, começando por organismos públicos onde há consumos durante toda uma noite em iluminação, quando há deficientes isolamentos de edifícios de escritórios ou de habitação que, para além disso nem deviam utilizar esta forma de energia para processar aquecimento.

Para além de tais consumos descontrolados de energia, Portugal tem presentemente reduzidas formas de energia às quais pode recorrer (praticamente apenas energias fósseis como as que provêm do petróleo e de gás natural). Outros países recorrem cada vez mais a energias ditas renováveis, tais como a eólica, a solar e o biogás. Mas em quase todos os países europeus há também um recurso energético de enorme valor e que, para além do elevado potencial, permite uma utilização mais rápida a partir do momento em que se lança um projecto energético: a energia nuclear.

Já aqui referi, mais de uma vez que para mim, sem ser especialista em energia, a energia nuclear poderia até permitir a exportação de energia.

Temos o hábito de olhar para estes assuntos apenas do ponto de vista nacional, ou seja do nosso consumo caseiro e nunca pensamos à escala internacional ou global.

A energia é também, obviamente um negócio (mas parece que poucos empresários ainda entenderam isto (mas também com a qualidade de empresários que temos, mais preocupados com a marca da sua gravata e com os sapatos brilhantes com ‘escovinhas’ e com o Porsche Cayene à porta, ganhando dez a quinze vezes mais do que os seus mais directos colaboradores e muito mais do que os recursos das suas empresas o permitiriam…)

Porque não pensamos em termos mas globais? Porque não investimos a sério em energias renováveis, eólica e solar, mas também das marés? Temos mais recursos naturais nessas áreas do que qualquer país europeu!

E porque, para o fazermos persistimos em recorrer a espanhóis, que nada , mesmo nada, percebem disto (mesmo que estejam à nossa frente quanto a utilização). Quem sabe de energia solar a uma escala internacional, produzindo os melhores equipamentos são os gregos. Quem sabe de energia eólica em termos produtivos (fabricando equipamentos e implantando parques eólicos) são alemães, dinamarqueses, holandeses…

Mas… querem apostar em como vamos recorrer ao senhor Pina Moura e à sua Iberdrola? Que disto sabe muito pouco mas que o seu representante (presidente porque ele é uma individualidade…) diz ser líder mundial… Onde estão os importantes parques eólicos de Espanha??? Compare-se com o Norte da Europa, onde alguns parques até já substituíram centrais nucleares.

Insisto: devemos ter energias renováveis, eólica, solar principalmente, tentando utilizar conhecimentos de quem sabe a sério disto e esquecendo amiguinhos e interesses corporativos, e também pensarmos a sério em energia nuclear, com a qual até podemos criar mais um negócio exportável, para Espanha claro!

Mas aposto numa coisa: iremos entrar pela porta errada neste tema da energia, novamente. Vamos entrar com uma novata Iberdrola, vamos criar mais grupos corporativistas com as pessoas do costume e criar mais amiguinhos em empresas que, mais tarde possam dar uma mãozinha aos ex-ministros do actual e de anteriores governos. Em Portugal de cada vez que se faz alguma coisa nova é para servir corporativismos e amigalhaços…

Entretanto temos os imbecis do costume a alinharem-se numa contestação provinciana contra o ‘nuclear’: as quercus deste desgraçado país, feitas de gente que nada sabe e só procura destaque pessoal ou prazer pelo ‘bota-a-baixo’ e por destruir pela base qualquer hipótese de desenvolvimento.

Entre imbecis com gravata e imbecis sem gravata ‘venha o diabo e escolha’

Que paciência! Ou falta dela!

21.2.06

Passou um ano

Um ano de governo socialista e ...muito pouco ou nada mudou, pelo menos para melhor.
Não sou eu, apenas, que faço esta análise e também sei que nem tudo tem que ver com o Governo, nem tudo depende, sequer, da política.

Os nossos (maus a muito maus) empresários continuam a ser os mesmos. Alguns, que se julgam muito bons e importantes, limitam-se a fazer importações, sendo representantes de empresas de outros países. Esta mania das representações ("conseguir uma boa representação") é uma das bases mais asfixiantes do nosso tecido empresarial. Mas eles, só eles, não vêm. Mas os empresários de Espanha há muito que entenderam isso. Outros empresários nem as representações que conseguiram as conseguem manter. Mas continuam a ser bons, muito bons. Basta ver como se vestem, como se deslocam, que restaurantes e hotéis frequentam, etc.

As importações são uma absoluta necessidade para a nossa economia, pouco original, pouco criativa, pouco produtiva. As empresas multinacionais que cá querem investir devem ser acarinhadas e essa lógica tem sido bem trabalhada por este Governo.

Mas tais investimentos estrangeiros servem de pouco se não tivermos a capacidade de aprender com eles, de saber investir também com eles. Isso aconteceu com a Autoeuropa e com outras empresas internacionais que em Portugal criaram unidades produtivas. Mas nem com tidas foi assim, nem é seguro que assim venha a ser.

O mais importante no entanto é que, paralelamente ao contínuo descontrolo das contas públicas (eu havia dito que o défice iria aumentar em 2006...só falta mesmo que a União Europeia diga qual o valor...eu aposto em mais de 7%...), agravado pelo contínuo despesismo agora mais escondido, com a conivência do Banco de Portugal e do Tribunal de Contas, e com a velha mania de ser o Estado a nomear seus administradores em empresas já privadas, como a EDP e PT (com os consequentes elevadíssimos vencimentos que auferem tais gestores - os mais elevados da Europa! nas piores empresas da Europa...), paralelamente a tudo isto..que é nada em termos de criação de produção, criatividade, inovação e riqueza, há uma instalação de interesses em volta dos anunciados pacotes de investimento (planos tecnológicos, obras megalómanas, etc) e há uma lentidão excessiva no que toca surgirem novas empresas verdadeiramente inovadores e elevado valor acrescentado.

Um ano passado e há diversas crises à vista: na educação ( a mais importante matéria de governação, que importa reformar, mas bem!), na cultura ( a segunda mais importante), ( já referido), na agricultura (onde se confunde a inevitabilidade da redução do número de empresas/explorações agrícolas, com a necessidade de apoiar as que se mantêm e, ao invés, nem se dialoga com produtores ou associações, mas Portugal continua a ser deficitário em termos alimentares, tendo até aumento o défice desta balança comercial, sem que tivesse conseguido compensar com criação de riqueza noutros sectores económicos de modo a poder suportar o aumento da sua dependência do exterior…tudo má fé e má gestão da parte do governo), no plano externo (com afirmações despropositadas, desconexas e infantis do Ministro dos Estrangeiros), na saúde (em que se persiste em modelos socialistas mas, paradoxalmente, se pretendem introduzir medidas de estilo americano, mais radicais do que as de governos ditos de direita…), na Ciência (onde apesar dos esforços e carolice de alguns cientistas mais voluntariosos, tudo continua mais ou menos como sempre esteve: no marasmo português), e em tantas outras áreas que nem vale a pena já enunciar.

Tudo como dantes, mas algumas coisas em piores... o desemprego aumenta e, em vez des e conseguirem criar 150.000 novos empregos em quatro anos, perderam-se 550.00 num só ano, batendo todos os recordes em crescimento de desemprego! Aliás segendo o INE (Instituto de Estatística) o valor de cerca de 8 % ( o maior em muitos anos...) nem corresponde à realidade pois está mascarado pelo número de pessoas que ou já desistiram de procuram emprego ( e já nem estão inscitas) ou pelas que trabalham tão poucas horas semanais que jé nem entram na estatística de emprego!!! O valor real rondará os 11 %, sendo assim igual ao de Espanha, quando se julgava que este era o único dado vantajoso em relação aos vizinhos agressivos que temos

O crescimento da economia já não é os anunciados 0,8% mas sim 0,3% (três décimas... são decréscimo e não crecimento...) e o valor esperado para 2006, e insrito no Orçamento para este ano, foi revisto mesmo antes de entrarmos em 2006!

Mês a mês venho escrevendo o mesmo. Mês a mês tudo continua na mesma. Mês a mês a factura de quem votou em tamanha incompetência vai crescendo. Mês após mês sou ingnorado pela blogosfera, porque sou um chato que escreve demasiado sobre política, porque só dou quadros pessimistas de Portugal...

Mês após mês vou infelizmente confirmando como tenho razão...
Uma vez mais: não me leiam!

20.2.06

Um longo, longo voo

Em Espanha, país muito especial, nunca acontece nada de mal. Pelo menos do mesmo mal que aos outros frequentemente sucede.

Na agricultura sempre houve fenómenos interessantes, diria calamidades, que nunca surgiram em Espanha, mas que aos outros países da Europa- coitados, não são tão bons como 'eles'- foram trazendo problemas. Problemas sanitários, sociais, técnicos e económicos.

O não-surgimento de problemas em Espanha fez-se e faz-se na exacta medida em que os interesses económicos diziam não (lhes) ser nada conveniente, por causa de exportações em curso, (...) que surgissem...

Quem sabe um pouco de agricultura deve ter ouvido fala de uma doença dos citrinos (Espanha é o primeiro produtor e exportador mundial, de citrinos em fresco - de sumo é o Brasil) que era arrasadora... a Tristeza dos citrinos (provocada por um vírus). Como era prejudicial à exportação, por poder contaminar outras plantações...nunca apareceu em Espanha (mesmo tendo sido o país que mais a teve).

Mais recentemente a Espanha nunca teve a peste suína, quase não ia tendo a doença das vacas loucas, nos últimos tempos também não teve a doenças da língua azul nos ovinos...

A Espanha nunca tem problemas de tal natureza, de tal perigosidade, pelo menos para as suas exportações.

Agora estou mesmo à espera de uma ave que passe por cima de TODA a Espanha e, sem LHE TOCAR, venha aterrar em Portugal que, segundo (alguns) os espanhóis é o país que tem tudo.. . o que é mau!

E acreditem que estou mesmo preocupado com esta coisa da gripe das aves que, estando a duas mutações de poder expandir-se e contagiar largamente seres humanos, é uma ameaça real.
Que em Espanha não vai surgir...

18.2.06

Colecção Berardo

Confesso não ser um apreciador incondicional de tudo o que é arte contemporânea.

Talvez por não saber interpretar tudo o que dela vou vendo em exposições, ou talvez porque, como todas as formas de arte, de que necessitam de se conhecer os contextos, de ter sobre elas alguma formação mínima, ou ainda, de alguma forma termos sido criados ou vivermos num ambiente propício ao seu melhor entendimento.

Eu mesmo sou, nas horas livres, de necessidade ou de maior tranquilidade, uma espécie de pintor amador, que se aventura em novas experiências, mas tal não me habilita mais do que a outros, a melhor compreensão ou, na fase seguinte, admiração e prazer ou deslumbramento.

Não sendo avesso à “arte contemporânea” e, por outro lado, considerando a arte a forma suprema do conhecimento (nas suas vertentes e expressões mais diversas, sejam artes gráficas, cénicas ou outras), tenho de confessar que algumas obras de arte actual ou contemporânea me chocam pela explícita (mas nem sempre evidente) reduzida capacidade criativa.

É o caso de algumas, ou mesmo muitas das obras que fazem parte da reconhecida Colecção Berardo.

Dito isto, quero-me agora referir ao tratamento que, por parte do Governo e, em particular pela Ministra da Cultura, tem vindo a ser dado à referida colecção.

A Ministra, numa atitude socialista - retrógrada e provinciana, como se sabe foi sempre avessa à domiciliação da Colecção no Centro Cultural de Belém. Mas após uns tempos de incerteza o Primeiro-ministro forçou o acordo com o empresário proprietário da Colecção, que é apenas a mais importante da arte contemporânea alguma vez reunida por um português, e uma das mais importantes mesmo no plano internacional.

Após esse acordo prévio, era necessário estabelecer o protocolo escrito, para ser assinado entre Berardo e o Governo, pelo que o Ministério da Cultura (ainda estou para saber para que serve...) ficou de propor a forma, a “minuta” do mesmo.

Assim, a Ministra Isabel Pires de Lima tentou que, através do protocolo o espólio da colecção passasse para as mãos do Estado...!!!

Ou seja, que a colecção que durante anos foi, através de vultuosos investimentos, reunida pelo empresário, ficasse, por via de lhe ser cedido um espaço como o CCB (onde segundo Fraústo da Silva a colecção irá ocupar mais de oitenta por cento do espaço de exposições residentes, o que assim dito me parece demasiado...) nas mãos do Estado português... que nada fez até à data por ela, nem nunca fez por nenhuma que se lhe compare. Todas as grandes colecções existentes em Portugal sempre foram por privados reunidas e por privados conservadas, só começando por mudar este estado de coisas nos últimos anos.

Isabel Pires de Lima é apenas mais uma socialista que continua ater aquela visão de que ao Estado tudo pertence, ao Estado tudo tem de ser oferecido, numa lógica que só me oferece designar de estúpida, retrógrada, provinciana e típica de uma pessoa inculta!



14.2.06

Um dia apenas, sem nada criar

Hoje foi um dia estranho. De viagem para o Norte do país, pouco ou nada de notícias ouvi durante o trajecto. Estranho...

Não sei que aconteceu, mas não senti falta delas.Vim com os meus pensamentos, a música no carro, pensando que a única coisa que faz sentido na vida de uma pessoas é a criação. Tudo o que não for criação, tem o valor limitado que pode ter e que é o que o valor que os que criaram, os livros que lemos, os filmes que vemos, a música que ouvimos, as obras de engenharia que admiramos, as descobertas científicas (sempre atendendo à sua limitação, própria da ciência, tão efémera quanto uma nova descoberta que se lhe oponha ou ponha em causa, lhe permite) os projectos económicos... dos outros.

E o valor... é dos outros, ou seja o mérito sobre esse valor que queiramos atribuir, ou que lhe seja reconhecido universalmente.

Mas para cada um de nós o valor acrescentado da nossa pessoa no mundo em que nos inserimos, só é real, quando criamos.

E criamos, quase todos nós, qualquer coisa todos os dias.
O que acontece é que muitas, frequentes, vezes passa a nossa obra sem se dar por isso.

Mas a maioria das vezes não estamos capazes de qualquer criação. Por falta de dedicação ( de tempo, de disponibilidade) , de inspiração ( que Saramago e tantos outros dizem não existir ou não acreditarem nela, como fundadora da criação) de competência.

A nossa vida cresce em significado, para nós e para os outros tanto mais, quanto consigamos que a parte criativa da mesma ocupe um lugar maior na distribuição do nosso tempo, de vida.

9.2.06

Os saloios da Europa

Como sempre, desde há algumas centenas de anos que vimos vendo a fazer e (re) confirmar esta nossa vocação nacional de saloios da Europa (com respeito pelos autênticos saloios).

Agora, Freitas do Amaral vem novamente dar mais um reforço nesse nosso papel de súbditos da intelectualidade e da cultura.

Em vez de condenar veementemente as manifestações violentas que dia após dia se sucedem em grande número de países árabes, vem insurgir-se contra os caricaturistas que publicaram o que já se sabe sobre o profeta do Islamismo. Mas porque será ofensivo publicar tais caricaturas? Ofensivo é atentar contra as pessoas e não contra religiões e profetas (todas e todas criações humanas e não ao contrário). E isso fazem-no os árabes quando, diariamente, se manifestam como o têm feito. E isso fazem-no os árabes, e não só o poder político e religioso em muitos desses países - felizmente não em todos - quando mutilam pessoas, como mulheres e presumíveis meliantes, apedrejando umas até à morte e a outros cortando-lhes a mão.

Usasse Freitas da mesma veemência para tais actos condenar, como a têm utilizado para se referir, agora, aos tais caricaturistas e, anteriormente ( e até tem razão nestas críticas) aos USA pela invasão do Iraque. Mas perante esta tremenda e imensa manifestação consertada do mundo árabe, nesta nova versão de medievalismo serôdio... quase que apetece sentir alguma justificação pela atitude de algum ocidente em relação àqueles países e culturas - invasões, guerras, etc...

Mas o medo, o medo de sermos alvos de manifestações violentas e atentados também radica num outro medo, histórico que sempre nos prejudicou, muitas vezes manifestado por reis e personalidades da nossa vida política. Contrastante com muita coragem de um povo que por todo esse mundo andou e, com muito diversas culturas se intrusou e miscigenou. E este medo também é provinciano, no sentido de saloio e retrógrado. Este medo também assola muitos outros políticas europeus, mas em países onde apesar disso o povo pode ter outra intervenção e espírito crítico e não teme ser ele próprio, fiel à sua génese e cultura de respeito por todos e pelo individualismo, que se funda em figuras como Calvino e Lutero, e que também nós podemos nos orgulhar de ter tido, homens como Damião de Góis e mais recentemente Agostinho da Silva, que parece não nos terem ensinado o suficiente, para abandonarmos este nosso culto pelo saloio!

Saloios que somos, incultos com mais de 860 anos de que nos orgulhamos de ser... o que nos tem colocado sempre à mercê destes génios da política que, como Freitas, se têm sempre manifestado da maior inutilidade (há quase um ano escrevi aqui precisamente a minha visão sobre como este Freitas se tem manifestado inútil à nossa política e vida nacional...outro inútil é Jorge Sampaio...-, e simultânea arrogância, para Portugal, só nos resta manifestarmo-nos em espaços como estes de que Pedro Rolo Duarte em certas alturas se colocou numa altitude crítica e também pouco saudável de confundir figuras públicas com inteligência e competência confirmadas, quando se indignava com o facto de homens como Pacheco Pereira ou Pedro Mexia terem os seus blogues e também escreverem em jornais…

Seremos saloios sem solução?

18.1.06

(Euro) Sondagem para os amiguinhos

Vem a caminho mais uma (Euro) sondagem. Das que, nos últimos anos, têm sido muito amiguinhas do PS- desde o tempo de Guterres...e que mesmo quando o próprio Guterres não acreditava em si mesmo, no seu Governo e nas suas capacidades, lá foi dando sempre vantagem ao partido-amigo.

Uma sondagem do amiguinho ROC (não é a marca de cosmética, não, é Rui Oliveira Costa, o amiguinho do PS antes da UGT e agora ao serviço da nacional-mentira que tem sido aquele malfadado partido).

Vai tentar dar vantagem a Soares, tentar trazer preocupação a Cavaco e passar Alegre para terceiro lugar, invertendo tudo o que tem sido feito (também não sei...hmmm) por outras sondagens. A ver se um dia antes das eleições se conseguem inverter um pouco as coisas e por Sua Senhoria Dom Mário, herdeiro legítimo desta (da dele) Democracia...mais contente.

Não vai resultar...ohh ROC! Já não resultou nas autárquicas.

Num país onde nem nos juízes se pode confiar, porque havíamos de acreditar em sondagens?

Amigos, amigos, amigooos... e lá se vão manipulando as coisas.

Razão tinha César...

Mais uma do arrogante...

Sócrates: "o Governo é que vai decidir (sobre o dossier do MIT) e não um funcionário público português"

Que queria ele dizer?
Que ficou sem nada para dizer, perante a SUA incompetência escarrapachada assim em público?
Que o Governo é um órgão competente? Competentemente decisor? (Veremos se o MIT não desiste...)
Que é arrogante...para quem ainda não sabia? Mas ser arrogante não é defeito, é característica, é carácter. Ser incompetente já é defeito e dos piores.
Que os funcionários públicos são gente baixa, mesquinha, que nada têm que interpelar os que "do alto" decidem...?
Que ainda lhe faltava esta desfeita sobre os funcionários públicos (eu não sou, note-se)?
Que faz o que quer, como quer e quando quer? Ora aqui está ele enganado, pois é NOSSO funcionário, não público talvez, mas funcionário de Estado, seguramente.

Mais um que não sabe o seu papel.
Aquele para o qual o elegeram e lhe pagam
Ofensivo, arrogante, boçal, convencido, teimoso... como todos os incompetentes

Um mês sem nada dizer ao MIT...muito bem.
Mas é igual. Dá no mesmo. O plano tecnológico ainda nem começou, passado um ano de anunciado (no acto de tomada de posse).

E Manuel Pinho não quer o MIT.
Deve querer uma instituição espanhola, aconselhado pelo amigo Pina Moura.

Viva España!!!


Se tivesse sido Cavaco Silva a afirmar uma coisa daquelas (coisa do imaginário, pois um homem inteligente e competente prepara-se e não ofende gratuitamente)??? Que diriam os amigos do Soares e do Guterres...e do Sócrates que infestam a (má) comunicação social???


17.1.06

Portugal país ancestral, país por fazer

Vasco Pulido Valente disse, no Público de Domingo, que Portugal não tinha nem tem uma Dramaturgia.

Portugal não tem uma Dramaturgia. Mesmo tenho- num tempo já muito recuado- algguns dramaturgos de renome, mas poucos e sem fazer 'escola'.
Portugal nunca teve uma escola musical. Uma corrente. Prestígio como país de música. Mesmo tenho na sua hostória, compositores importantes, como Bomtempo, Carlos Seixas e outros.

Portugal tm um aboa literatura, dizem alguns, outros... que não. Mas não tem uma literatura reconhecida como tal. Tem escritores conhecidos internacionalmente. Mas falta-lhe fazer 'escola'.

E pintura? Mesmo tendo pintores como Souza Cardoso, Vieira da Silva, Graça Morais, Paula Rego. Internacionalmente, poucos os indentificam com Portugal. Também aqui 'escola', nunca se fez.

E noutras áreas?
Na gestão, nem uma única escola, faculdade ou instituto figura sequer numa lista de centenas (mais de quinhentas) de escola internacionais. Espanha tem duas.
E Engenharia? è conhecido que temos engenheiros reconhecidos... mas alguém associa Portugal à engenharia, com o é feito a rpópósito, com o MIT (Massachussets Institut of Technology) ou outras escola, de França, Alemanha, etc...
E...bem arquitectura... de vez em quando vêm as paragonas dos jornais falar de nomes que tê renome... novamente...fizémos escola? Não me parece. Mas alguém duvida quando dizemos que Niemayer, no Brasil fez escola?

Afinal que se passa com Portugal?
Temos alguns bons, famosos e reconhecidos nomes, nas ciências, nas artes, mas nunca se pode dizer que sejamos BONS em alguma coisa.
Ou estou errado?

No entanto continua a pensar-se que se pode ter visibildade à escala internacional sem alguma coisa mudar nisto tudo.

E futuro? Que futuro vem com isto tudo, num país periférico, sem tecnologia e sem recursos. Onde os recursos finaceiros são controlados e retidos por lobbies, por grupos de empresários, pseudo-empresários, políticos de carreira e corporativismos? Onde os recursos humanos são atirados fora, quando não servem os interesses imediatos, daqueles grupos?

Não vejo nada no futuro...não vejo futuro que não seja o de termos os mesmo empresários que retêm os mais importantes recursos das suas empresas, com vencimentos inacreditavelmente superiores aos seus congéneres e concorrentes (!) espanhóis e europeus., que não seja continuarmos inexoravelmente a cair e cair até sermos mesmo os piores e últimos na europa e no mundo.

Se alguém vê mais do que isto...

11.1.06

Imbecilidade com os dentes todos

Alberto Costa disse que "se Cavaco Silva for eleito à primeira volta isso significa uma distorção do processo democrático"...

Pois...por não ser Soares a ter essa possibilidade...
Pois... então devia ser PROIBIDO eleger um candidato à primeira volta...
Pois... ele é que é um elemento enriquecedor da democracia...
Pois... porque se fosse Soares seria enriquecedor, para a democracia e para nós...

Pois... porque ser imbecil também é ser palerma!

9.1.06

Recordação dos tempos antigos

Uma imagem linda...pelo nostálgico que tem recordar esses tempos- de má memória- em que ainda pouco sabia de política, da vida, da sociedade e de tantas, tantas coisas, perpassou-me há dias pela frente, devia eu estar a dormitar, a delirar, naqueles momentos de fim de tarde, em que por vezes, de longas jornadas de trabalho, me deixo "passar pelas brasas". Devia ser isso. Só pode ter sido isso.

Marcello Caetano e Américo Tomaz, perdão, Sampaio e Sócrates trocavam "galhardetes" à laia de cumprimentos de Ano Novo, cada um se esforçando por tecer rasgados elogios sobre o outro, ou sobre a actividade ( o que já de si é cómico, pela inactividade mais do que óbvia de cada um deles) do outro.

A coragem de Marcello Caetano dizia Tomaz... perdão...a coragem de Sócrates, dizia Sampaio...

Nunca, depois do 25 de Abril se havia assistido a tão artificial, quanto despropositada e encenada troca de cumprimentos.

Democráticos? Não me parece...

A união segundo Soares

O homem que se diz factor de união dos portugueses agora não fala com os jornalistas, porque as sondagens não lhe são favoráveis e, assim, já excluíu alguns dos portgueses da sua lista de portugueses com quem quer efectuar a "união", ou quer quer unir em prol de uma grande causa nacional (a defesa cega e intransigente deste incomotente Governos, já se viu...): os jornalistas e todos os que dizem ir votar no seu adversário.

Que são bem mais de 60% de portugueses!

Faça-se um país só para ele, para o homem que "fez mais por todos nós, do que nós próprios, todos, juntos"...segundo Clara Ferreira Alves, claro!

4.1.06

Não me leiam!

Continuamos hoje, pelas notícias ouvidas logo pela manhã, na Grande Farsa socialista.

O tribunal de contas vem dizer que há agora prejuízo para o Estado, proveniente das transferências de fundos de pensões, medida adoptada por Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix. è interessante que o mesmo relatório do Tribunal de Contas - liderado agora, como eu na altura denunciara, por um dos socialistas mais fanáticos e pegajosos, Oliveira Martins, deputado PS feito à pressa Presidente do referido Tribunal para, exactamente forjar relatórios facciosos deste teor - não menciona a mesma medida tomada por um Governo socialista, no tempo do incompetente e mentiroso Guterres em relação ao então Banco Nacional Ultramarino...

Agora, tal como em tempo de eleições autárquicas, interessa muito a este, também mentiroso Primeiro Ministro, que prometeu ganhos de poder de compra aos portugueses, melhoria das condições económicas do país e outras facilidades ditas em tempos de demagogia eleitoral, e que tem feito tudo ao contrário, exactamente ao contrário - o que, em outras épocas, como no séc. XVIII, justificaria até revoluções ou tumultos de rua, exigindo a saída imediata de tal incompetente mentiroso...- e, assim o país cresce (decresce!) este ano que terminou um máximo de 0,3% (Espanha inverteu em poucos anos as situação e é agora dos que mais cresce na UE, mais de 3,0%!) e se prevê - (outra mentira!) um crescimento de 1,1 % para 2006 e um aumento das exportações de + 5% (mais outra mentira, esta baseada, afinal, numa Autoeuropa, tornada possível no tempo de Cavaco Silva e agora objecto de fúrias de Louçã, mas que, entretanto já deu o melhor emprego das suas vidas, durante estes anos todos, a quem lá trabalha!!!)...

... nestes tempos de eleições Presidenciais, vem novamente o POLVO SOCIALISTA com os seus perigosos tentáculos - sugadores, de recursos do Estado, inventar mais mentiras sobre os tempos tão maus, tão maus que mesmo assim ainda crescíamos mais economicamente, tínhamos menos desemprego, exportávamos mais...

...tudo para servir a mentira, de muitos anos, chamada Mário Soares. Um homem abastado que nunca trabalhou, sempre vivendo de rendimentos - alguns talvez pouco ortodoxos...- e que se faz passar por dos do povo...

...um homem que só foi político e nada mais na sua vida, não sabendo o que é sair de casa para trabalhar...

... um homem que a todos os seus adversários afastou, dentro e fora do PS e até há quem confunda isso, essa sede enorme de poder centralizado no seu inesgotável narcisismo, com a luta pela Democracia e pelo barramento da acção do PCP, quando afinal não se tratou senão de auto-promover e endeusar no poder!

Não encontro outra palavra para designar esta conspiração do Governo contra o país: este estado socialista é um nojo!

E mais uma vez afirmo que nos vai custar muitíssimo caro.

Já disse aqui há uns meses que o défice público vai em 2005 passar dos 7,0 % e talvez aproximar-se dos 7,5%, mas como somos todos muito 'cultos' e informados... já nos esquecemos que essa também foi uma bandeira socialista na eleições legislativa.

O Estado português consome, em dívida pública, mais de 64% do PIB!!! E este valor cresceu em 2005!

Um ano todo ele socialista!!!

Como não há nada, mas nada, que de positivo se possa apresentar para o país após um ano de tamanha socialista incompetência, há que fazer alastrar o polvo e simular ou forjar relatórios, para assim tentar fazer esquecer o que este funcionário de terceira categoria - e tenho muito respeito por todos os funcionários entenda-se, a quem peço desculpa por utilizar o seu 'nome' aqui - que colocaram em Primeiro Ministro.

Um rapazolas que nem para governar as Berlengas servia.

...e acho muito, bem que nem me leiam nem me comentem... já que este tipo de verdade sempre assutou muita gente e, em Portugal, sempre foi mais importante fazer de conta do que enfrentar as coisas como elas são.

É melhor continuarmos a escrever umas pseudo poesias e merdices lamechas, fingirmos de escritores, flarmos da nossa vidinha ("fui hoje ao mercado e"..., "hoje acordei assim", "ontem tive um dia por demais...", "escrevo-te isto para te dizer que te já não te amo"...blá, blá, blá...!!!) como há muito pela blogosfera, do que contribuir com a denúncia da verdade, para mellhorar esta país em avançado estado bolorento.

Por isso não me leima, e muito menos me comentem...

Vá, vão-se lá embora daqui, que a política é que é nojenta e não essas vidinhas medíocres que, assim continuarão a ser controladas e enganadas pelo POLVO.

Este espaço é aliás parcial, como sempre disse. Não acredito em inteligência imparcial, simplesmente.

Não me leiam!

3.1.06

A teoria da conspiração segundo Mário Soares

Já não lhe basta ser um candidato tão vazio e pobre de ideias, que se limita a, por um lado, seguir ou perseguir diariamente os acontecimentos que vão surgindo (agora é a EDP, há tempos era a violência em França, num rodopio de assuntos da menor premência de que se pode revestir o projecto de um candidato presidencial), e apenas isso, sem chama, sem nada de novo a acrescentar, num país exangue, faminto de criatividade a todos os níveis, e também no político, para agora, hoje mais precisamente, o ouvirmos (re) definir a teoria da conspiração:

Os órgãos de comunicação social - alguns, segundo ele, de alguma forma procurando deixar de fora os amigos socialistas da comunicação social, por sinal em maioria, num estado de coisas dominadas pelo PS desde que Guterres e
Jorge Coelho edificaram esse monumental polvo de interesses, e mediocridade além do mais, que grassa pela nossa imprensa, escrita, falada e televisiva, para melhor lograrem aquilo que se tem visto: um partido que vai ganhando eleições e esvaziando o país, o poder e a política de qualquer réstia de qualidade, dignidade e competência - montaram uma cabala contra ele, Mário Soares.

Como se fosse necessária qualquer conspiração contra o imbecil, que sempre o foi.

Ele próprio trata da sua mediocridade, cultivando-a, alimentando-a, como se trata uma planta diariamente, com imenso esmero e mil cuidados até à asfixia total (quando na realidade não se sabe cuidar de plantas, por manifesto desconhecimento o que, neste caso das plantas de interior até nem é grave, dado que se pode sempre substituir por outra sem o recurso pouco desejável a produtos químicos ou outras urgências), radicular no caso da planta, intelectual no caso de Soares.

Soares como (re) construtor da verdade, à melhor maneira dos famosos "grandes timoneiros" do leste europeu e asiático, que distorce uma realidade e a transforma numa outra só dele, torpe e mesquinha, manipuladora como sempre foi seu apanágio.

Soares no seu melhor...