31.3.05

Maybe the ...maybe not the least

Recebi algumas críticas de amigos sobre o meu útlimo post. Que pretendia ser o último, mesmo. Pelo menos deste blogue.

Talvez as minhas palavras não tenham sido muito adequadas, correctas, racionais ou esclarecedoras daquilo que pretendi dizer.

Como tal:

1. Não quero ser agressivo em relação à luso-blogosfera. Mas...não posso escamotear a realidade: dos grupos que se instituem e auto-protegem, blah, blah, blah...
Não fui o único a constatar e escrever isto...

2. Tenho grande apreço por quem me tem visitado com contância.

3. Não tenho nem apreço, nem desapreço pelos outros...os não-visitas, por razões óbvias...

4. Comecei por escrever para mim, e sempre escrevi POR mim. Numa fase posterior, pensei que, sendo este um espaço público, devia escrever POR e DE mim, para os outros. Não funcionou, porque não usei das mesmas técnicas de "marketing" de outros espaços (seguramente melhores do que este!)

5. Não quiz escrever sobre trivialidades: para os meus tempos livres individuais (e egoístas) reservo outras actividades, incluindo algumas leituras triviais, ou mesmo fúteis, pinturas, música, etc.
Aqui, pretendi dar conteúdo e alguma profundidade ao que escrevi. Sem pretensionismos: mas este espaço é pessoal e padece de algum esgoísmo estilístico, ou de uma doença pessoal: a visão demasiado pessoal do mundo. Sou dos que acreditam numa intelectualidade eivada de emocionalidade.

As minhas desculpas, se me acharam pouco racional...

6. De tudo isto me resta reafirmar, sem (pseudo ou reais) arrogâncias, sem rancores, sem mágoa: um espaço público de opinião é faminto de leitores, mesmo que não participem, escrevendo.

Também por isto, as minhas humildes desculpas.

7. Aos blogues (mais) amigos as maiores felicidades.

8. E, finalmente, as minhas desculpas, se alguém me achou (ou ao meu blogue): uma perda de tempo, "convencido", desajustado, exagerado, despropositado, denso, cahto etc..(os epítetos nem são meus, nem de ninguém em especial).

Talvez volte. Não sei se aqui, ou noutro local.
Agora, vou de FÉRIAS!!! (blogueiras férias)

30.3.05

Últimas palavras


A blogosfera lusa é um espaço de opinião muit corporativo, como tantas outras actividades neste nosso maravilhoso, desencantado e estupidificado país. Os blogues mais frequentados são desinteressantes, com excepção de alguns de indiscutível qualidade, seja intelectual, satírica ou humorística. Utilizam-se esquemas de conquista de leitores, recorrendo a estrategemas e meios que pouco me interessa, a mim, seguir. Á generalidade das pessoas interessa a ligeireza, mais do que através da diversidade ideológica, a discussão de assuntos de grande impacte, alcance ou profundidade. Este espaço- a blogosfera- não é, decididamnete, um fórum de ideias nem, muito menos, aberto a todos. É uma feira de vaidades, um espaço corporativo, uma bagunçada que percorre a 'imprensa cor de rosa' e termina no insulto sem fundamento e sem consequência. Nem tudo é mau, obviamente. Muitos blogues têm muitissima qualidade, quer pelo que versam, quer pela natureza de quem os escreve; que mesmo tratando de temas ligeiros, se pautam por uma cultura de exigência consigo próprios(as). Mas, no fundo, de tudo resumido sobra-me a mesma interrgação: se não se pertence a nenhum grupo, a nenhum "lobby", a nenhum 'corpo', "nem se é visto, nem achado", nem se é visitado. E como tenho para mim que para discutir ideias e sentimentos, se for de modo, assim, público e aberto, só vale a pena se formos lidos...desejo aos meus (muito poucos) leitores e companheiros de blogosfera as maiores felicidades. Até um dia! Bye... Posted by Hello

23.3.05

Crianças assassinas

Nos Estados Unidos da América aconteceu uma vez mais: um jovem de 17 anos assassinou nove (9!) pessoas, a 'sangue-frio', para usar uma expressão cinematogáfica americana.

Nos EUA isto já não é novidade. Para eles faz parte da diversidade, leia-se riqueza social, da sociedade de que têm orgulho. Uma sociedade de gente inculta, que cultiva, orgulhosamente a sua ignorância a par, dizem eles de si mesmo, de um pragmatismo que conduz ao desenvolvimento económico.

Um indivíduo que se torna assim um assassino, algumas vezes sem um percurso que explique a sua atitude, como foi o caso dos rapazes que mataram 13 pessoas em 1999, em Columbine, que razões tem para tal? Se existem razões que o possam explicar...
Podem não existir. E, quase certamente, não existem quaisquer razões. Tudo se passa mais por uma falta de sensibilidade e inconsciência extremas. Por mais estranho que se nos afigure.

Quanto mais estupidez mental, mais inconciência. Mais primarismo.
Lembro-me- esta é uma comparação um tanto desproporcionada, bem sei- de que quando fiz o serviço militar, todos os aspirantes a oficiais- classe de oficiais- eram indivíduos sem formação superior, enquanto os que a tinham eram furrieis, ou seja classe de sargentos. Os ditos aspirantes foram os indivíduos que em diversas provas físicas e psico-físicas não demonstraram qualquer hesitação, para ultrapassar um obstáculo, uma dificuldade. Mas foram os mesmos que em testes escritos, teóricos portanto, obtiveram classificações inferiores aos futuros furrieis.

A racionalização conduz frequentemente, não digo sempre, mas com elavado grau de probabilidade de acontecer, a mais hesitação do que a um processo de decisão mais automático.

A inconsciência le, por outro lado, a uma reacção quase automática, muitas evzes até impensada.
Isto, mesmo assim (de forma primária explicado) significa, para mim, que as atitudes extemporâneas de indivíduos, exceptuando os casos em que lhes é 'diagnosticada' uma assim chamada 'loucura temporária', podem entender-se (não aceitar! apenas perceber porque sucedem) pela falta de formação, sensata, pela falta de formação até religiosa, pela inconsciência social dos indivíduos. Nisto, a 'produzir indivíduos e casos destes, a sociedade americana é profícua.

Mas, para mim, a sociedade portuguesa, no que tem de inconsciência social, de ileteracia e ignorância individual, de primarismo- que até em atitudes politicas se confirma- pode dar frutos semelhantes à americana.

É de longe, a sociedade europeia que mais próxima está nessa falta de formação, sensatez e inconsciência individual, face à sociedade, da sociedade americana.

21.3.05

21 de Março- Dia Mundial da Poesia...e da Floresta

Hoje foi Dia Mundial da Poesia.

Estranho.

Porque tem a Poesia um Dia Mundial? Será Marketing? Mas se é isso, gostarão disso os poetas?

Porque necessitará a Poesia de um Dia Mundial? Por não ser suficientemente frequentada? Não gostarão disso mesmo os poetas?

Se não, quero dizer, se querem um Dia Mundial, porque utilizam o seu hermetismo da escrita para se afastarem dos leitores? Das pessoas?

Há qualquer coisa que não faz sentido.

Sentido faria se nada disto necessitasse, a Poesia.

Hoje também foi Dia da Floresta. Mundial.

Quem disso falou? Certamente não os Poetas.

Dessa Floresta que vamos deixando de ter.

Floresta sem Poesia. Nenhuma.

Esta coisa dos Dias Mundiais...não é coisa nenhuma!

Hoje foi Dia de Coisa Nenhuma.

17.3.05

Portugal aos saltos.

Portugal quer dar um salto. Tecnológico, económico, talvez também cultural e social. Queremos todos. Não apenas Sócrates- o téorico...até assusta...- mas todo o país anseia por tais "saltos".

O exemplo, segundo os novos governantes vem da Finlândia.

A Finlândia é um país nórdico, bem ao Norte da Europa por sinal, com uma cultura, individual, familiar e social bem distinta da portuguesa. Tudo bem. Não me preocupam tais diferenças, se soubermos adaptar algumas medidas que se hão-de pretender tomar, implementar, à nossa realidade. Mas principalmente há que ter em conta que vivemos numa economia aberta, internacional, muito susceptível às influências internacionais.

Mas o que quero aqui deixar é outra coisa, outras ideias. E perguntas.

Acho que é uma excelente ideia copiar bons exemplos de outros países, que há dez anos não eram assim tão desenvolvidos, e deram um grande, enorme “salto”. È o caso da Finlândia.

Ninguém mais do que eu anseia por que Portugal consiga também dar um passo de gigante como aquele, e em dez ou quinze anos colocar-se no grupo da frente dos países avançados.

Mas, desculpem-me, tenho neste momento ainda as minha dúvidas. E só as explano aqui por que considero que é necessário duvidar para depois se poderem eliminar ou minorar as dificuldades e lograr o tal objectivo de gigante.

Nunca fui crente das virtudes dos partidos socialistas. Só por uma razão: todos os exemplos que até hoje conheci, deram mau resultado, mesmo em países nórdicos, como a Suécia. Este país avançou social e economicamente desde a Segunda Guerra mundial, altura em que era dos mais pobres na Europa. Mais pobre do que Portugal. Tal como a Finlandia, a Suíça...e tantos outros. Terá sido o solcialismo/social-democracia a alavanca do sucesso? Não me parece. Nessa altura, porém, a social-democracia (que naqueles países sempre foi mais à ‘esquerda’ do que até o nosso PS de hoje!) fez todo o sentido. Tinha-se acabado de sair de uma guerra contra um adversário de extrema direita e o ambiente social nos países nórdicos e na própria Alemanha exigia políticas com um forte componente de preocupação social, mais do que uma orientação economicista.

Dito isto deixem-me registar as minhas preocupações sobre todo o processo.

Não me parece que a Finlândia tenha efectuado um aumento de impostos, no momento que se posicionou para dar um grande salto no seu desenvolvimento.

Não me parece que na Finlândia se tenha prosseguido numa política de revanchismo político (de que ainda ontem tivemos sinais em Porugal, com a decisão abrupta do regresso das Secretarias de Estado que Santa tinha descentralizado, num momento em que ainda não houve tempo ara efectuar uma reflexão séria sobre o assunto, e sem mais esperas, dando, assim a sensação de se ter tratado mais de querer contraria e contradizer do que de ter uma atitude séria sobre o assunto...).

Ainda hoje o embaixador finlandês dizia na rádio que um dos segredos do sucesso deles foi a verdadeira união entre forças políticas num sentimento nacional de trabalho para um mesmo objectivo.

Não me parece que Portugal tenha neste momento, já, os mesmos meios de que disponha a Finlândia, ou até a Irlanda, para lograr o salto tecnológico: nível mais elevado de impostos, energia mais cara da Europa, forte dependência energética do exterior, sem energias alternativas no horizonte próximo (e quando chegarem será para “meia-dúzia” de empresas/indivíduos já auto-colocados nessa linha...)

Tenho as minhas dúvidas sobre o sucesso com estes políticos (‘hmmm, maior preocupação com aspectos financeiros do que económicos ou educativos...estranho...’; maior preocupação com afrontamentos políticos e atitudes teatrais de pseudo-secretismo/pseudo-eficácia, hmmm!)

No entanto desejo, ardentemente, o sucesso deste plano, de que espero o arranque ainda antes do Verão- caso contrário já se adivinha que tudo foi mais cosmética do que uma coisa concreta).

Não pretendo que o meu país seja apenas um destino turístico. Temos de ter actividade produtiva forte, inovadora e concorrencial.

O meu voto de confiança...para já (hmmmm...)

16.3.05

Alguns dos meus pintores favoritos...

Estes, abaixo, são alguns dos meus pintores favoritos...

Não fica mais bonito o meu blogue, assim?

Mas continuem, desçam no blogue até ao "Balneário"...e deixem testemunhos originais

Please feel free to post some real and funny experiences or ones you have heard of, in WC's, Health Clubs, Saunas...
Srcroll until you find bellow the post "Balneário" and write down you comment or story n the Comments box. Thank you!

Bitte lassen Sie Ihre Lustige/ 'Comic' Erfharungen in Toilette, Health Clubs oder Saunas, dass Sie gerhörthe oder gelebt hatte ...
Bitte finden Sie unter das "Balneário" text und lassen Sie ein Kommentar oder ein personliches erfharung in die Kommentaren Box. Vielen Dank!

Friedensreich Hundertwasser Posted by Hello

Edgar Degas Posted by Hello

Nel Blu, por Kandinsky Posted by Hello

Der Kuss, von Gustav Klimt. Posted by Hello

No Balneário


Muitas vezes nos podemos intrigar (apenas os curiosos, este texto é para os curiosos!) um "bocadinho" com o que se passa no balneário do sexo oposto. Que conversas fazem os homens entre si, que comportamento têm nesse espaço que lhes é exclusivo?

E as mulheres que dizem umas às outras no balneário? E no WC, quando lá vão aos pares ou trios?

Pois é. As conversas, atitudes e comportamentos dos balneários são momentos "quase-íntimos" que ficam entre os membros do sexo respectivo.

Mas também os comportamentos nas casas de banho públicas podem ser motivo de intriga, de curiosidade, e são não raramente ocasião para dizer "aquela coisa" que não se pode dizer "onde as paredes têm ouvidos". Os homens podem falar "daquela gaja" (eh pá, visto 'aquilo'?). As mulheres podem dizer "tu viste como ele me olhava...?"

Será assim?

Não sei. Depende. Talvez...

Muitas coisas ficarão para sempre no mais absoluto segredo. Esta parte da vida quotidiana, apesar de já ter sido objecto de escrita de alguns autores, é sempre duvidosa e, seguramente, misteriosa.

Pretendo iniciar uns quantos textos sobre cenas, locais e atitudes do nosso quotidiano.

Desafio a quem quiser, que escreva sobre experiências suas, ou que lhes tenham sido relatadas..com uma condição: dar uma nota cómica aos textos, se possível sem excessos desnessários de linguagem, mas obviamente respeitando a realidade, tal como foi vivida. E respeitar o anonimato das pessoas envolvidas, claro.

Pela mnha parte, começo por relatar fragmentos de cenas e conversas no balneário do ginásio que frequento, onde nos dias em que lá vou encontro mais ou menos as mesmas pessoas, a mesma "fauna".

Normalmente (surpreendentemente, talvez, para as senhoras que me possam ler...) as conversas são breves e rondam os temas do futebol, das novidades noticiosas e poucas vezes as mulheres, ou comentários sobre elas.

Na sauna ou banho turco não há condições para grandes conversas, mas ainda assim há uns quantos mais "valentes" que vencem a dificuldade respiratória inerente aos 80 ou 95 º C, para fazerem incursões sobre política e, principalmente sobre "oas gajos não jogaram nada, mas viste-me aquela jogada? Aquilo não era offside?"

No geral a malta que frequenta os 3, 5 ou 10 minutos de temperaturas extremas, húmidas ou secas, recolhe-se nos seus pensamentos, ou então em "isto parece que o tempo não passa, f..., vou mas é embora, mas só depois daquele gajo ali, para não dar uma de fraco". E dessa forma não há tempo, nem condições para grandes pensamentos, e se não os há, não haverá grandes conversas, pois entre o calor de 90's e um "Pbhom...dgia" em eveidentes dificuldades respiratórias, a coisa fica-se por ali. Em silêncio, também extremo.

Mas porque razão se torturam as pessoas com tais temperaturas? Eu, por imi confesso, que aprecio, mas nem sei explicar...talvez para não ter de ouvir futebóis...

Por uma vez ouvi um indivíduo a comentar que "ela não tem aparecido, e isto tem-me dado volta à cabeça", mas só o ouvi a esse, uma única vez, abordar o tema "mulheres" ou "gajas".

Há uns dias era a risota geral sobre o patético episódio do automóvel que a pol+icia de Évora havia feito explodir, por sus+eitar de uma bomba, pelo facto do mesmo não ter placas de matrícula. Uns bons minutos de riso..."tá tudo doido" e "rebentaram o carro ao homem".

Há também os que têm um comportamento laboratorial. Demoram-se e esmeram-se na colocação da toalha no chão, para isolarem os pés dos fungos que, certamente, ali os esperavam. Levam uma infinidade a secar os pezinhos e outra a secarem o cabelo e se pentearem.

Há alguns, felizmente poucos (irra!!!) que apreciam os outros, lançando olhares a todo o lado...e "partes de todo o lado"...

Hoje, por exemplo, um tipo com aparência indiana esmerava-se a olhar-me, no duche...e enquanto me vestia...ai, ai "menino"...
Esperem lá! Pode ter sido impressão minha!

Mas pelo sim, pelo não, decidi que se voltar a acontecer passo a equipar-me e tomar duche no balneário das mulheres.

A ver se elas me olham como "aquele"... Posted by Hello Posted by Hello

15.3.05

A propósito do novo Museu do Holocausto


Israel inaugurou um novo Museu do Holocausto. Um lindíssimo edifício de arquitectura moderna, onde a luz que incide nos espaços interiores é apenas a suficiente para provocar uma sensação claustrofóbica.

A visão, de novo, das imagens de judeus em campos de concentração, de câmaras de gás...de valas comuns cheias de corpos deformados, subalimentados, irreconhecíveis (um dos testemunhos mais impressionantes que li sobre os efeitos da subalimentação em muitos dos judeus aprisionados foi o de não ser possível, em muitos deles reconhecer rapidamente o sexo, por ser de tal ordem o atrofiamento, que quase se podia congundir com o sexo feminino...), essa imagens, que revisitei mentalmente e agora voltei a ver na reportagem sobre o Museu em Israel e na net, essa visão...levou-me uma vez mais a pensar, sem conseguir resolver tal pensamento, no que poderá tornar possível uma catástrofe humana daquela dimensão.

A maldade como forma de vida?

A cegueira colectiva que, recorde-se, colocaram Hitler no poder e deram-çha força para seguir em frente?

As manifestações colectivas não são, normalmente esclarecidas, elucidadas?

A grande crueldade desses tempos jáo não tem lugar nos dias de hoje? Ou tem, mas notros locais?

Porque não me sinto seguro com nenhuma destas perguntas e outras tantas mais, que aqui poderia deixar?

O novo Museu do Holocausto dos Judeus para que nunca mais se perca na memória de ninguém o que uns (des)humanos podem fazer a outros Humanos.
Posted by Hello

14.3.05

Um filme antigo

Setúbal fica a apenas quarenta e cinco quilómetros de Lisboa. Foi no passado uma cidade industrial e ainda o é hoje, em grande medida. Mas tem sabido mudar um pouco a bas da sua actividade económica, levando consigo a vida profissional dos que lá habitam. Ainda subsistem grandes problemas laborais e sociais naquela cidade, onde o desenvolvimento cultural tem chegado serôdio e não muito estimado, ou compreedido.

Assim tento eu entender e explicar o ambiente e os sinais desse mesmo ambiente a que ontem, tarde de Domingo pude assistir no Fórum Luisa Tody. Um vestusto teatro dos dias do "antigo regime". tneho de escrever "antigo regime" entre aspas, dado não ter sentido uma grande evolução social e ainda menos, cultural, no que pude presenciar.

Explico-me: fui a um concerto do grupo de crainças e jovens que constituem uma das melhores no seu género a nível nacional ou mesmo europeu. Um concertos dos Violinhos e em colaboração com os Paganinus, uma orquestra congénere, também de violinos, do Conservatório de Setúbal.

Corrido "o pano" surgiu uma jovem apresentadora, toda ceriminiosa, muito direita, na sua postura no palco, de coluna e de dicção. Esticava as palavras e quase que as dizia só com os gestos labiais, como se estivesse com a boca seca...ou a fazer uma estranha linguagem gestual.

A senhora (nestes casos dizia-se a" menina", nos idos do antigamente do 'Estado Novo') lembrou-me uma típica apresentadora do Festival da Canção da Figeuira da Foz. Transmitido pela Emissora Nacional. Cabelo esticado, vestido preto liso e lenço cor-de-vinho a cair pelo pescoço ao longo do vestido, pernas esticadas, voz esticada.

Falava com solenidade e parecia custar-lhe o que dizia. Teria estudado o texto de apresentação, mas não parecia. A cada palavra um elogio, também ele esticadinho. Solene.

A menina paracia um filme antigo...teria sido congelada há 40 anos e recuperada agora?

As crianças (as meninas) do grupo de Setúbal apareciam vestida com uma bizarra fard, em veludo vermelho, a que le,brava algo entre o traje de um cardeal e um vestido tirado de um cortinado que a D. Merícia (ineventei o nome para uma suposta senhora, também ela recentemente recuperada do processo de congelção prolongado, após um sono de 40 anos) tão dedicamente imaginara e produzira, com a juda da vizinha Arlete-mãos-ouro, para a sobrinha-neta aluna do referido Conservatório. Valha-me Deus D. Merícia! Coitadas das crianças...

Ao final do concerto, antes da última musica, fizeram-se três discursos. Solenes, ou quase, ao menos dois foram mais jovens, pois eram jovens professores daquelas crianças.

Tudo aquilo me pôs a pensar nas diferenças que em Portugal existem entre as grandes metrópoles e as pequenas cidades. Em termos de ambiente e desenvolvimento social. Em muitos locais de Portugal parece que o país parou, de uma assentada, há 40 anos...

Os gostos popularuchos, que dão as famosas audiências televisivas, que alimentam novelas e concursos (ahh, e reality shows!).

O tédio que é para as pessoas e a incompreensão, também, assitirem a um concerto de música clássica!

O público em parte não estav ali á vontade, sentia-se que estavam entre o espanto do que lhes era dado assistir e a ansiedade, de se porem a andar dali para fora.
E isto não é assim mesmo aqui ao lado em Espanha, muito menos em França, Inglaterra, Alemanha, Austria, Rep. Checa, Hungria, etc...

Não é assim, não apenas com a música erudita. É também distinto, com as leituras- de jornais, de livros de revstas- com outro tipo de concertos, com teatro, etc.

É aliás diferente em Lisboa e no Porto. E também noutras, poucas, cidades mais pequenas, como talvez Coimbra, Viseu...

Temos mesmo diversas velocidades no nosso país!

Aquilo ontem a 40 quilómetros de Lisboa foi um "filme antigo"

11.3.05

O nosso clima, o Instituto da água e a seca

I
A seca que nos atinge desde o Outono de 2004 é extremamente preocupante. Em termos económicos em termos sociais, familiares, industriais e, muito, em termos ambientais. Segundo estudos recentes, muito conclusivos e esclarecedores, estas alterações climáticas (neste caso esta seca não se verificava há 70 anos, mas que se desiludam os que pensam que por haver registo de já ter acontecido, é um fenómeno cíclico que deve ser entendido como normal!)

Estas alterações climáticas são, já existem provas científicas sólidas disso mesmo, serão, cada vez mais frequentes, cada vez mais graves e nem sempre terão a mesma expressão. Deixando-nos a todos atónitos e sem entender o que será o futuro. Neste nosso caso mediterrânico a tendência será uma desertificação e um arrefcimento anual progressivo...mas mais rápido, muito mais rápido do que desejaríamos.

Dentro de dez (10!) ou vinte (20!) anos o nosso clima, aqui, que nos julgamos privilegiados, será quase outro, dsitinto do de hoje, quase irreconhecível, com tendência para se constituir por apenas duas estações anuais.

Tudo isto pode ser em parte fruto de uma tendência natural do planeta que habitamos. Certo! Mas é também certo que a (mal programada, mal controlada e algo irresponsável) acção humana está a acelerar e a agravar a tendência...pela negativo, em termos das nossas condições de vida futuras e em termos do nosso meio ambiente (que nos sustenta).

II

O Instituto da Água (Inag) teve uma boa ideia. Penalizar quem exagerar, ou for pouco conciencioso no seu consume de água, doméstico ou profissonal. E pretende, com base na sua boa ideia, fazer uma má, uma péssima proposta, como se pode ler no Público.

Pretende o Inag "recomendar ao Governo o aumento dos preços da água em concelhos ou regiões onde a seca seja considerada grave, para evitar uma má utilização do recurso natural.

O presidente do Inag, Orlando Borges, defendeu a possibilidade de serem criados tarifários de penalização para os utilizadores que não respeitem limites de consumo de água em zonas do país em situação de seca extraordinária."

Segundo ouvi hoje na rádio a (má) ideia é penalizar no dobro os consumidores que excedam o que eles, com base em modelos (dizem que a média é de 2,5 pessoas por agregado familiar, que significa isto??) irão calcular, ou já o fizeram, como consumos-padrão (estatisticamente).

A minha dúvida (que pode vir a ser a minha indignação) é o valor da penalização, não o princípio em si: porquê o dobro??? Porque não +15 %, ou + 22,75% ou 67 % ou sei lá 225% (isto já era mais do que o dobro e no entanto era, talvez, talvez, um número com uma base técnica, não sei)

Espero que o novo Governo seja sensato- mas adivinho que não será...- concluindo por uma solução mais fundamentada.

É que se, por exemplo, um de nós consumir habitualmente um valor "x m3" num dterminado mês passar para "x+o,o2 m3", entrará no consumo excessivo e então - malandro anti-social!- deve pagar loogo o deobro?!?

Ai teóricos!!! Eu, por mim, só por isto, esta eterna sonbranceria do Estado, despedia-os. Aos gestores do Inag. E aos que viessem indicava que as penalizações, a haver, deveriam ter uma base de cálculo. Tecnicamente sustentada.

Ou já somos todos tão ricos como os senhores do Inag?????

7.3.05

Million Dollar Eastwood


À espera da vida política deste país, onde nos podemos dar ao luxo destas pausas e interregnos, onde homens de passado direitista- delfins de antigos Presidentes de Conselho de Ministros da 'antiga senhora', concretizemos: delfim de Marcello Caetano (se ele fosse vivo morria agora!), assumem lugar em governos socialista arrogantes, dando a ideia de o gosto pelo poder ser mais forte do que tudo omresto...ela era até agora Administador da CGD (há homens que são competentes para tudo, para tudo e acumulam onze ou vinte lugares de topo, e dormem três horas...ehhh lá!)- sim porque se Cavaco era arrogante quando usava de silêncio 'menino' Sócrates, sem estatuto à altura de nada, é o quê? Ah democrata rigoroso e eficiente...esperemos.

Mas nesta espera para entrar na nova era da incompetência (mania minha, espero enganar-me...), aproveitei e fui ver o que me parecia o resultado do trabalho de um homem, de facto, eficiente e competente!

E...valeu!

Um dos melhores filmes que tive o prazer de ver nos últimos tempos.

Já com Mystic River Estwood demonstrara ser um dos maiores e melhores realizadores de sempre do universo de Hollywood.

Gostei especialmente deste Million Dollar Baby. Gosto de filmes que me tocam pela sensibilidade, sem serem proprimente lamechas, mas porque se a história é dramática ou tem algo de dramatismo, há que saber explorar tal faceta da mesma. É o caso deste filme. Mas para além do drama, o filme tem mesmo uma história, bem contada, bem, muito bem interpretada.

Hilary Swank estava esplêndida! Morgan Freeman estava tão bem quanto ela...e Clint Eastwood no seu melhor.

Não sou especialista em cinema, mas sou um tanto fanático por esta forma de arte.

Filmes assim fazem-me continuar a acreditar que pelo menos com o cinema poderei contar sempre, para me fazerem viver e reviver emoções, aprendendo ainda um pouco mais, cada filme um pouco mais.
Posted by Hello

4.3.05

Leitura recomendada!

No peneiroso blogue Barnabé, Nuno Santos fez um comentário sobre a saúde do Papa, daqueles que faria o Partido Nacional Socialista corar e vergonha ou, às tantas, contratar o autor do mesmo- o homem que tem e detém a razão. Aliás todas as razões.

Sobre esse post, recomendo e transcrevo- com a devida vénia- o Comentário ao mesmo, de P. G. Sanches, do Epicurtas, no Barnabé:

"O Nuno Santos já bebe sozinho por uma palhinha. Os médicos estão em crer que, a partir de amanhã, poderá começar a gatinhar sem amparo alheio. Aguardamos ansiosos.
Não devia fazer aquilo que farei a seguir, mas pronto, por esta passa.
O Nuno Santos não é personagem que me agrade. As coisas que escreve são arrogantes e imbecis, dignas do quadro social atrasado, inconsequente e irresponsável onde se movimenta e onde as suas “ideias” vão fazendo escola.
O Nuno Santos detém o poder para ajudar a alterar este estado de coisas e não o faz; provavelmente porque os neurónios não lhe bastam para tal tarefa. Posto isto, é um ser humano como outro qualquer, como milhares de outros a quem não desejo o mais pequeno mal, antes pelo contrário, só bem.
Acho apenas que a exposição da sua debilidade mental é, antes de mais, muitíssimo pouco digna. Pouco digna para ele, e miserável para a esquerda portuguesa. É só isto. O Nuno Santos que se deixe de merdas mediáticas e sofra a decrepitude e decadência da sua cabeça e das suas ideias longe dos olhares do mundo. É mais digno. Tem direito a isso."
P. G. Sanches

Muitos anos de vida ao Nuno Santos para podermos assistir à sua decadência!

3.3.05

Instrumentalização e purga no PSD?!?

O PSD entrou na democracia portuguesa com Sá Carneiro, Pinto Balsemão, Mota Pinto e outros fundadores como uma força política reformadora, com uma atitude de transparência e com uma prática de independência, face a correntes político-filosóficas internacionais desgastadas e comprometidas.

Os seus fundadores pretendiam um partido sem vícios, decorrentes, no caso de outras forças partidárias, como o PCP e o PS, de compromissos ideológicos internacionais e de vícios de prática diária muito ancorados num passado que naquele período de 1974 a 1976 estava precisamente a transformar-se. O PSD, na altura ainda PPD, por razões de dificuldade de registo da designação social-democrata, queria trazer uma frescura à nossa vida política e social para, com isso, mudar o país, sem âncoras ideológicas. Queria "fazer de novo".

A atitude de tal partido era, na altura e ainda muitos anos após Sá Carneiro, a de um partido, ou seja de um grupo de personalidades influentes, cuja individualidade e objectivos não se compadeciam com este teatro todo, esta tentativa a que agora se assiste de manipular, instrumentalizar, independentemente de eles próprios poderem sofrer com o arredio do poder.

Explico: um partido formado por gente que gosta de se sentir democrata até à medula e de respeitar a liberdade dos outros, sem condicionar, quando o interesse nacional assim obrigar, isto é, estiver acima do interesse partidário, a liberdade de pensamento, de expressão e de actuação. Pode isto parecer não ser possível num partido. Numa máquina cujo objectivo é estar chegar, estar e manter-se no poder para, assim, ter a responsabilidade de mudar Portugal. Pode parecer incompatível, mas não o é.

Não o é, se se deixar manter a pureza original de tais princípios de liberdade de expressão.

Vou concretizar: não gosto nada de assistir a processos de saneamento, ou purga, como aquele que se ameaça concretizar presentemente no PSD. Como cidadão independente, sem filiação partidária, mas que há muito compreendeu que Portugal só beneficia por ter dois, pelo menos, partidos fortes e de boa sanidade interna, não admito este tipo de "caça às bruxas" contra tão importantes, porque influentes e de qualidade intelectual ao mais alto nível, tais como Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira, Cavaco Silva...

Inadmissível!

Num momento de reflexão, pelo qual o PSD tem de passar, para bem deles mesmos e do país. Num momento de reconstrução de estruturas dirigentes do PSD, iniciar um processo de truncagem de algumas das suas personalidades mais eminentes é, no mínimo, anti-democrata.

Ora, pode parecer que para bem de um parido as coisas devem funcionar com uma disciplina a toda a prova. Como se fez em tempos e ainda se pratica, com a disciplina de voto na Assembleia da República. Também isto é um ultraje!

E nada disto tem que ver com ingenuidade ou pensamento purista ou pior, näive. Não! O que tem é de se manter princípios democráticos em toda linha de actuação e em todos os momentos. Há aspectos sagrados numa actuação democrática.

Processos de expulsão, por discordância de pontos de vista ou mesmo de crítica aberta- e pelos vistos o povo até deu razão aos críticos e não aos criticados- não são processos ortodoxos e que possam aceitar-se num plano de respeito pela liberdade individual. Um partido não está acima da liberdade e da democracia. Faz parte delas.

Se os processos em causa forem em frente, por absurdo- pois não acredito que tenham continuidade- um dia concluir-se-á que se perderam valores importantes, ideias importantes e que o país, uma vez mais, empobreceu.

Admita-se, admitam os senhores que defendem (pensando defender, desta forma, o seu estatuto e carreira na política...) assim tais “saneamentos”, que os tais “críticos” têm razão. Admitam que mesmo à custa de uma tão expressiva derrota eleitoral, o PSD pode vir, no futuro a ganhar com esta “travessia do deserto” que se aproxima.

Ao contrário do que defendem tais justiceiros, deve é aproveitar-se e comprometer-se o mais possível tais personalidades agora postas em causa, para a reconstrução estratégica do PSD.

Para bem de todos nós!

Não nos esqueçamos que o PS não oferece garantias de sucesso governativo. Apenas de sucesso na carreira, breve embora, de individualidades socialistas- as mesmas de sempre. E se não tiver sucesso (e também não terá insucesso em tudo, convenhamos!)...todos nós perdemos. E voltaremos a necessitar de alternativa, DEMOCRÁTICA!

2.3.05

Um Recital memorável!




Venho absolutamente maravilhado!

Assisti, ao fim da tarde de hoje, a um Recital de uma Academia de Música, à qual pertenço como membro da associação que a gere, que teve lugar no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

Apresentaram-se crianças e jovens de idades que vão dos 3 anos aos 14 (mas na Academia as idades variam entre 3 e 18 anos).

Todos fizeram o seu melhor. É fantástico assistir a cirnças tão pequeninas se apresentarem com um postura tão correcta e responsável, entre nervos a puxarem-nas dali para fora e vontade de darem o melhor de si mesmas, deixando pais, professore e amigos todos felizes.

Desde músicas mais ou menos populares a outras composições mais elaboradas, de Händel, Severn, Fiocco e Bach, para citar apenas alguns, tocando violinos, clarinete ou piano, estas crianças fazem-me nestes momentos recuperar alguma esperança no futuro deste nosso, muitas vezes, amaldiçoado país.

Para o final haviam-nos reservado uma surpresa: uma das jovens que há muito nos promete o melhor que a música pode oferecer, interpretou o terceuiro andamente do meu muito amado Concerto para violino e Orquestra N.1 em Sol menor, Op. 26, de Max Bruch.

Nesta fase devia deixar tudo em branco. Só isso representaria o meu espanto. Total espanto. A jovem tem agora 14 anos. Nunca assiti a alguém tão jovem presentear o público com tal rigor, energia, frescura, entusiasmo, empenho, concentração, emoção e , por fim, mas não por menos, BELEZA! Verdadeira e pura BELEZA! 14 anos...!!!

Durante a execução pela jovem- Maria V., seria justo mencionar o seu nome, mas não tendo pedido autorização para tal, não o faço, infelizmente - tive de me aguentar com algumas lágrimas de emoção a quererem sair-me pelos olhos. Já que os olhos naqueles momentos apenas me deram apoio, ou melhor, não estavam lá a fazer nada. Os ouvidos é que me permitira, tamanha satisfação.

Senti-me a assitir a um momento único. Nunca havia até hoje, até aquela maravilhosa execução de tão difícil quão virtuosística composição, que hoje me foi dada assitir, nunca até hoje presenciei uma Audição, ou recital, por um aluno com tal dimensão e qualidade.

Senti-me como se estivesse num grande Conservatório, como o de Paria, Viena ou Moscovo a assistir a uma nova e enorme revelação da arte do Violino.

Tenho a mais absoluta certeza de que se esta jovem estivera num desses famosos Conservatórios com tal desempenho, passaria a ser considerada e registada como uma da novas promessas da Música Ocidental. Como uma promessa para o futuro da nossa Música, da nossa cultura. E teria logo diversas editoras discográficas a tentarem obter um contrato exclusivo com a Maria.

Hoje assiti verdadeiramente a algo de NOVO.

Queria ter escrito sobre as vergonhosas expulsões que alguns pretendem efectuar no PSD. Num país e partido que diz de si, ser Democrático.

Mas isso ficará para amanhã. Isso não é novo.

Neste espaço " de nada de novo..." quero deixar testemunho de que hoje, pelas 19:00 horas, aconteceu algo de novo e de muito bom!

Parabéns Maria V.!
Posted by Hello