Os sombristas e Cavaco Silva

Andamos há mais de trinta anos a ouvir o discurso do perigo da Direita, do fantasma do Fascismo ou, mais recentemente, do liberalismo.

O perigo da Direita! (como se houvesse uma Direita, verdadeira e ameaçadora, em Portugal. Com valores identificáveis, com os de personagens sinistras- curiosamente o termo sinistro, em italiano, língua com a mesma raiz da nossa, significa esquerda...)

Neste momento, em que se rapidamente se aproxima a data em que Cavaco Silva pode vir a anunciar a sua candidatura a Belém, cresce o frenesim das gentes que se sentem ou julgam de esquerda, na mesma medida em que se conjectura sobre uma vitória esmagadora (e muito provável) do candidato, ainda virtual, que poderá efectuar o bloqueio da tomada de poder total da esquerda-polvo, que pouco a pouco estende os seus tentáculos para tudo o que seja posição ou função dependente do Estado (já que a nível privado não se conseguem afirmar suficientemente?!).

E tenta-se, uma vez mais, depois de tantas em trinta anos de quasi-democracia (esta espécie de democracia-letárgica em que vivemos...), assustar os eleitores portugueses com o perigo da Direita: "...é preciso é derrotar o candidato da Direita", dizia o triste poeta (quasie-poeta) Manual Alegre. E como eles outros sombristas (fica-lhes melhor este termo do que o de socialistas, ou bloquistas, já que a sombra que tentam projectar sobre perigos inexistentes é-lhes a todos comum).

Há de facto uma ameaça real ao nosso país, uma sombra projectada pelos profissionais da política -aqueles que dependem sempre do poder para perpetuarem as suas elevadas condições económicas, as suas mordomias e as suas arrogâncias - homens como Guterres, Soares, Sócrates, Alegre, Almeida Santos, Coelho, etc. Homens que sem a vida política ficam sem lugares, se funções e sem emprego: os sombristas.

A ameaça, a sombra, que tais interesses corporativistas estatizados projectam, sobre a nossa vida politica e, pior económica, mas também cultural, deturpando tudo e a tudo influenciando (desde o polvo que têm vindo a instalar a nível da comunicação social à sua instalação sistemática e progressiva em todas as funções que dependam de nomeação do Governo), é real e vai estrangular, asfixiar e impedir o futuro ao nosso Portugal.

A ameaça dos homens sombra, dos demagogos sombra da esquerda triste, anacrónica e degradante que temos, é uma ameaça real.

De vez em quando aparece um projecto, e mais outro projecto e nada de concreto.
Todos os dias temos a propaganda política do governo triste e medíocre que temos, através de órgãos como a TSF e outros, sobre uma pseudo-actividade que nunca chega a existir, ou concretizar-se, de um Governo de maioria, mais apostado em servir-se e servir amigos, e afinal, o que se nota é uma degradação contínua e progressiva da nossa vida real, comprometendo o futuro e, ainda pior, uma crescente contestação social que não apazigua a nossa vida social, nem contribui para um clima de confiança e produtividade, económica e cultural.

Só um homem pode travar este estender de tentáculos do polvo, do polvo dos homens estado-dependentes. Os homens sombra da nossa política. Os sombristas.

O homem indicado, no momento, é Cavaco Silva.

Comentários

Anónimo disse…
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