30.12.04

Uma correria sem sentido

 Posted by Hello


Digam-me lá se isto faz algum sentido. Um ano termina e vem logo outro, coladinho, a querer ocupar-lhe o lugar, quase sobre os restos mortais do anterior, ainda com o corpo a arrefecer?

Tem isto algum jeito?

No minuto seguinte ao término de um ano, inicia-se logo, sem pausas, sem respiração, o ano que se lhe deve seguir. Quanto a dever um seguir o anterior, de acordo. Mas, assim, deselegantemente, sobre a última expiração do ano anterior?

Não acho nada bem.

Então não devia haver uma pausa qualquer, tipo- já que isto tem de se medir em dias, e os dias em semanas, digamos umas duas semanas ou, no mínimo, uns dez diazitos. Bolas, era o mínimo. Por respeito...

E fazia sentido, lá está. Há tantos sapatos velhos para arrumar, roupas para substituir e retirar para fora as velhas, livros que estão fora de uma ordem lógica nas estantes, gente que deve ser visitada- "ao menos uma vez no ano", aliás este "ao menos uma vez e uma vez é melhor do que nada" aplica-se a tanta coisa... (até chateia!)

Há... simplesmente uma pausa, que se impõe, ou deveria...uma pausa respiratória.
Agora assim...espalmadinhos, um junto, tão junto ao outro...esquisito, não? E apertado!

Por respeito...

Assim, não gosto disto. Não, não... não é nada elegante...

Aproveitem...e num segundo, um milésimo, ou mais cientificamente, um nanosegundo saboreiem o Ano Novo, que vos desejo, principalmente aos que não me visitam (esperem lá...como é isto???)

Que vos salte a tampa ( a rolha!- dedico esta a um amigo) a todos!

29.12.04

Silêncio

 Posted by Hello

Jozef Stefanka

Saíam uns sons, arrumados, espalmados pelas cordas do seu violoncelo francês. Eram notas afinadas e não sons sem cor alguma. Um choro de música, que lhe saía sem controlo seu. Se se balançava ao ritmo da música de Dvorák, a que tanto gostava de dar vida, ouvia-se outro som, ruído. Rangido de madeira velha. Seca e velha, como ele já se ia sentindo, do desgosto. Tocava só, tão só como aquele choro de Dvorák. Os dois lamentavam-se e iam seguindo juntos. Agora, porém surgia uma outra coisa, um outro ruído. Quase se irritava, mas nem teve tempo, pois já a porta se abria, como se alguma vez se tivesse fechado de verdade. A sombra que, disforme se esticava naquele soalho antigo e gasto era inesperada, porque diminuta. Pelo menos assim lhe parecia, ou era do transe sempre que lhe induzia que interpretava.
Penetrando no silêncio súbito que se fez no seu quarto, uma linda menina de pele branca e cabelo dourado, provocou-lhe um quase calafrio. Não pelo que a rapariga podia representar, mas porque algo lhe recordava, e isso vinha de muito, muito distante. No tempo.
Num lapso insensível de recordação, uma imagem da sua Praga tão distante. Tão recuada no tempo. Seriam já quantos anos? E quem era essa menina, que tal reflexo indesejado lhe havia provocado?
"Desculpe, assustei-o? Incomodo?" Que nada disso. Era não sabia o quê. Talvez só do transe interrompido. "Entre. Entra!" Quase seco e brusco, do que, no mesmo instante, se arrependeu. Um professor de música tem sempre de ser mais condescendente com crianças. Firme mas sem impulsividade.
"Posso entrar, ou venho mais tarde? O senhor é o professor Vlada, não é?" Sem resposta, dado ainda o relativo choque causado pela entrada súbita, ela prosseguiu. "Disseram-me lá em baixo, uma senhora, que o senhor estava aqui, no quarto andar."
"Sou, mas não recebo aqui ninguém...normalmente. Porque vens aqui, como te chamas" Agora queria perguntar tudo sem parar, procurando um ponto de apoio, nas palavras, continuava com a mesma estranha sensação. Já a tinha visto? "És minha aluna? Como sabias onde moro?" Quem te mandou aqui? Como te chamas"
" Aproxima-te, sem deixar a miúda dizer nada, ia continuando, aos impulsos, uma pergunta seguia outra. "Espera, parece que te vi já..." Mas a rapariga conseguiu dizer "s... Anabel, a minha mãe..." E foi interrompida. "Interrompeste a minha música, porque vens aqui? Aqui estou sempre só. Eu e essa velha louca, lá em baixo, no primeiro piso."
"Deixe-me explicar, por favor. A minha mãe, escreveu-me, ela está em França, toca numa orquestra em Lion. Ela mandou-me aqui, eu vivo com uma tia. Que não é minha tia. Ela, quero dizer a minha mãe, escreveu à tia, para eu vir aqui, ter aulas consigo"
"Tens quantos anos, Anabel, dizes tu que é o teu nome?"
"Onze anos, professor. Mas se quer, eu vou já..."
"Espera..." Onze anos. Tantos quantos a sua esquecida saída, fuga, aliás, do seu país...Anabel? Seria...? Impossível...
Tremia de se lembrar. Anabel viu-o assim, e assustou-se. Estava doente? Que lhe estava a acontecer?
À próxima tentativa de pergunta...saiu a correr e desceu sem mais nada lhe dizer. Uma vez tinha visto um velhinho ser atropelado, e morrer em frente aos seus olhos...Tinha de sair dali.
O professor Vlada estava suspenso. Seria...? Tudo, subitamente, parecia passar-lhe como um filme estranho, assustador. O ruído esmagador dos tanques russos, tiros, fumo, toda a gente a fugir, desordenadamente... Ele, perdido da sua família, só gritava pelo nome da sua mulher, grávida, sem poder fugir como os outros. Mas ele não conseguia chegar a casa... e teria de fugir também. Os russos não lhe perdoariam as conspirações, as reuniões clandestinas de intelectuais, do melhor que Praga tinha, naquele tempo. Anabel?
Não podia ser...

Anabel. Lá estava. Tudo numa enorme confusão. Que havia acontecido? "Caíu como se fosse de cartão..." Ouvia dizer "que aconteceu, perguntava ela" Miúda não devias estar aqui tão perto é perigoso, ainda pode cair o resto."
"Em Lisboa é assim, está tudo velho, a cair. Eles deixam tudo abandonado. E morre gente, dizia um homem de ar irritado, ali ao seu lado" Merda de políticos, repetia.
"Mas... ontem estiva lá dentro. Com o professor que lá vive, o senhor Vla...sabe onde ele está?"
"Oh minha linda...tu conhecias o velho?" Aquela velhota ali diz que ele estava lá, quando o prédio caiu! Tu conheci...? Já ela tinha fugido...nem via bem o caminho, os olhos enchiam-se de lágrimas, a tia havia-lhe contado, do seu pai, de ser músico, de se chamar...
Correr. Correr...

A brutalidade, do tempo, do estrondo do tempo. Como em Praga, também em Lisboa.

28.12.04

O mundo dos pobres e o mundo liderante

Uma parte do mundo, auto-consagrada como a parte liderante, continua a querer, porque achar dever e porque, de facto, pode determinar a vida na(s) outra(s) parte(s).
Com a devida vénia recomendo este post do Pura Economia, fazendo referência ao blogue Becker-Posner...

...sem mais comentários
Nem consigo imaginar as horas de dor e enorme vazio, a tremenda solidão, que sentem todos aqueles que, no recente sismo na Ásia perderam ou se perderam de entes queridos, família e amigos.
Calcule-se os sentimentos de pânico de quantos se encontram vivos tentando procurar os seus mais queridos, sem nada saber, muitas vezes tratando-se de filhos menores, perdidos... e isso já é algo, nestas circunstâncias, bem animador, se pensarmos na alternativa... a de não estarem perdidos, e não se saber deles... Posted by Hello

27.12.04

A Cultura de Dietrich Schwanitz

 Posted by Hello


Faleceu a 22 de Dezembro.

O alemão que publicou um dos grandes sucessos editorial ensaístico na Europa, foi encontrado morto no seu apartamento em Hartheim. Schwanitz alertou a nossa atenção, ou antes a nossa desantenção, para problemas da educação, da cultura, desmistificando-os, ainda que de um ponto de vista fundamentalmente germânico, mas mesmo assim alertando os alemães, mais do que todos os outros, para os nossos preconceitos e complexos, tanto como a nossa ignorância...

Numa obra informativa, pedagógica, eloquente- Cultura, tudo o que é preciso saber (Bilgdung, was man wissen muss), Schwanitz oferece.nos uma longa mas não fastidiosa viagem pela Cultura Ocidental, desde a Grécia Antiga aos nossos dias.

Um livro inteligentemente escrito, com um título que nos deixa ou intrigados ou nos transmite uma ideia enganadora das inteções do seu autor.

Recomendável!

23.12.04

Mais contos para este Natal

Li alguns contos, e contos dentro de contos...

Como este e este da Vieira do Mar. Como sempre imperdível!

E ainda este, original, do Espumante.

À falta de inspiração... recomendo quem é melhor do que eu.

Mais 'Feliz Natal'

22.12.04

O Natal é um conto de encantar

Sempre gostei de contos de Natal. Pelo Natal. Gostei, nesta fase de infância muito tardia, particularmente, das delícias que este, saído do Guarda-Factos me proporcionou.
Da minha janela podia ver, ao fim da tarde, uma rua deserta e fria recuando da sua actividade frenética habitual, perante o avanço de uma noite que se adivinhava ainda mais gélida.

Atrás das nuas e dormentes árvores podia admirar, lá ao fundo uma mancha de sol que se refastelava, por efémeros minutos sobre a torre da igreja, dando-lhe mais motivos para se envaidecer da sua reconhecida beleza.

O tempo parecia que parava à espera...

À espera do tempo da paragem anual. Do Natal.

Tudo parecia, ali, longe do rebuliço das lojas e centros comerciais, parar... suspender-se, como se não houvesse que fazer nada mais, senão esperar.

Momentos de paragem e de nostalgia. Tudo parado para nos dar tempo de recordar. Outros tempos. De há muitos anos. Em que o Natal era de ansiedade e expectativa, pelo dia de todas as alegrias. Pelas prendas, pelos dias em família, no quente e protector espaço do lar.

Aquela luz alaranjada sobre a torre lá ao fundo deu-me vontade de parar, também. De regressar a casa, a um espaço morno, de lareira, e vivo, da actividade das crianças.

Mas, mais do que parar por uns minutos ou umas horas, deu-me imensa vontade de parar e deixar este tempo fluir. Até à renovação que vem com esta paragem do tempo. Com este tempo ao retardador. Esperar. Apenas. Por um tempo novo. Um ano novo. E tudo recomeçar!

A todos os que me lêem. Que parem por um tempo. Uma fracção de tempo e que se deixem levar, podendo saborear um Natal e um recomeço de Ano Novo.

Feliz Natal!
Vamos fazer de 2005 um Ano Fantástico! Posted by Hello

17.12.04

É Natal! É outra vez Natal. Para mim e para muitos "cotas", desde o Natal "de há dias", o de 2003 e este tudo se passou como se alguém puxasse pelo tempo, porque este tempo não é, não tem sido dos melhores. Mas para as crianças, se todos nos lembrarmos de quando éramos pequeninos, o tempo é de outra relatividade. Não voa ainda. Até, por vezes, lhes custa a passar. Quando não estão ocupados, suficientemente. Agora, por estes dias, ainda mais lhes custa a passar. A uns porque nunca mais parece chegarem as férias. A outros, mais pequeninos, porque o tempo da grande festa, de estar em casa, em família, com todas as tradições deste tempo, as doçarias, as visitas anuais de amigos e família e, claro as músicas de Natal! É deste Natal musical que vinha falar. Mas, muito melhor do que falar é ouvi-la. E, sendo suspeito, por ter ligações ao projecto, venho propor-çhes um excelente e mágico concerto no Teatro São Luiz, no próximo Domingo, dezanove. Mesmo a tempo! De ouvir e deixar-se inebriar, com encantamento, por estas maravilhosas crianças, que muitos ao ouvir, nem acreditam de crianças se tratarem. São artistas de palmo e meio. São jovens e crianças que contagiam com a sua arte. Verdadeira arte. E cheia de música. É ir e encantar-se! Posted by Hello

16.12.04

O tal 'rapazinho'

O (grande, dizem... ahaha) tribuno, que não tendo nada de próximo com o da antiga Grécia, excepto no nome, disse: “...Santana e Portas não fizeram um casamento. É meramente uma união de facto...” ...ou de como se, não se tem telhados de vidro, arranja-se...

Ele que espere... hão-de falar dele. Até já me vêm as lágrimas, entre a tristeza que nos espera com tal 'tribuno' e o que se prepara para fazer ao país.

Como dizia Sampaio? Que o país não pode esperar mais? Não se aguenta mais?
Pois... então deêm-lhe um Sócrates... Triste país! (isto é plágio, eu sei), tristes de nós.

Lá vamos a entrar no tunel... por muiiiiiito tempo. Demasiado. A não ser que o PR dissolva o próximo Governo, se for Socialista, usando dos mesmos critérios que agora usou... Isto é, dissolver Governos incompetentes!

10.12.04

A vida num tunel imenso... terá fim o tunel?

Finalmente Sampaio explicou-se. Pensa ele, do alto da sua arrogância, que ‘aquilo’ foi uma explicação. Não disse nada de novo, nada que não se adivinhasse, vindo de um socialista, que nunca abandonou os seus complexos políticos.

No seu tom grave (ou seria mais, arrogante?) habitual, tentou demonstrar que toda esta crise política foi da responsabilidade do Governo.

No tocante ao estilo de Santana Lopes, não me é nada difícil aceitar a argumentação do todo-poderoso-supostamente-imparcial Sampaio. De facto, todos estamos fartos, e eu pelo menos, substancialmente saturado, das trapalhadas e imaturidades do PSL.

Mas... é tudo tão convenientemente oportuno. O PS mudou de liderança (tem-na tido ultimamente? Vai ter agora, com este 'menino'?)

Falou-se tantas vezes de crise, aliás, falou a oposição, fazendo, obviamente o seu papel (legítimo?) de dizer mal, por lhe apetecer, por ter perdido tachos (e foram muitos...mas agora já se preparam para os recuperar...veremos)

Onde está a crise? Onde? Onde????

Porque Sampaio, (perdão, o Sr. Dr. Jorge Sampaio, não ele me mandar prender, livra!) não gosta de Santana? Mas essa é fácil... há muito quem não goste. Então, porque não demiti-lo e pedir ao PSD que indique outro nome? Nada o impede. Nunca aconteceu, mas nada o impede! Repito, Nada o impede de sugerir outro nome ao PSD, para Primeiro-Ministro!

Porra! Terei eu de ensinar a esta cambada de incompetentes, sendo um deles o revolucionário Sampaio (a quem lhe parece dar um gozo especial provocar crises -mas não dissolveu a Assembleia no tempo do Governo PS, quando tal partido nem a maioria tinha, só tendo governado com tranquilidade porque o PSD de Marcelo assim o permitiu, com uma oposição serena, embora a crise, nesse tempo fosse demais evidente, tanto que o próprio - queria dizer impróprio...que é o que esse incompetente é - Guterres reconheceu...) que essa possibilidade existe, está prevista na Constituição e...por exemplo, preservaria melhor a imagem de Portugal (que comparado como uma Espanha que em 25 anos teve apenas quatro Chefes de Governo, permitindo-lhe a estabilidade fundamental para o desenvolvimento global e específico...)?

Mas o Senhor Presidente considera que está acima de tudo e é o intérprete do sentimento nacional - esta é mesmo socialista, já Soares se dava a tal arrogância! Entendeu que, mesmo sendo um nosso funcionário, do povo, por ele eleito tudo lhe é permitido, mesmo provocar crises, na coincidência da oportunidade em que as sondagens (podem ainda ter surpresas...) dão a maioria (absoluta! E tal nunca tinha acontecido, lembremo-nos) ao seu PS!

Também agora se está a divulgar (mais um) o relatório da nem-sei-quantas comissão de inquérito a Camarate, donde têm vindo a 'evaporar-se' diversas provas... eonde podem estar implicados alguns amigos de uma certa área política que nada sofreu com tal atentado...

Tenho de respeitar o Prsidente, por ser isso mesmo, Presidente. Com tem ele de me respeitar por ser um português, um eleitor. Não tenho de o reconhecer como intérprete de sentimento nacional algum, nem concordar com as suas ideias esuerdistas, nem sequer o sentir como meu Presidente. Como não o farei em relação a um hipotético Governo PS.

Só me sinto em obrigação perante a Lei e a Democracia. E chega-me. De resto, insisto em preservar-me ao direito de ter a minha liberdade intelectual, religiosa e política. Que manterei. E nenhuma auto-intitulada (pseudo-) referência macional, estilo Mário Soares, me demoverá desta minha conquistada liberdade.

Isto é apenas por acaso?

Por acaso é a sorte dele ter um PM como o Santana, que por ser tão parvo e menino mimado e obviamente incompetente lhe dá de mão beijada esta oportunidade. Fácil demais, para não se desconfiar.

Diz o totó do PS, de serviço um tal pseudo -licenciado António José Seguro (vindo de debaixo de uma rocha e agora dando-se ares de ‘muito fino) que a crise é inteiramente da responsabilidade do Santana Lopes. Pois, mas é o Presidente que a provoca!

Isto foi o desabafo.

Agora o que realmente me preocupa e na linha do meu anterior ‘Post’, é a real possibilidade do PS ser Governo. Após o pântano de Guterres, teremos o túnel do Sócrates.

Nem nos deixemos enganar. E se a culpa é muito do PSD, que não tem sabido encontrar u líder adequando, porque muitos barões se têm preocupado mais com a gestão da sua carreira milionária, típica do gestorzeco que ganha os seus parcos vinte a trinta mil Euros mensais, pagando dez por cento disso ao seu mais directo colaborador...

Se o PSD tem essa responsabilidade e tem-na, nem duvido, o certo é que o PS nunca nos deu um único Governo eficiente (Deu? Qual???) e responsável apenas se limitando a gerir, pelo mesmo princípio que o PSD, na carreira privada, as tais vinte ou trinta mil Eurozitos, mas desta feita pagos por todos nós... com senhores a serem colocados em empresa públicas ou organismos estatais.

É isto que o povo português se prepara para ratificar em Fevereiro. É este o povo que somos!

E Sampaio, quem na História irá ficar, é um pigmeu nesta incompetência geral.

O facto, o grave facto é que o PSD não se preparou, com um líder de qualidade e o PS preparou-se, com um arrogante e vaidoso incompetente.

Dando isto como resultado que o longo e negro túnel aí pode estar... e não se consegue vislumbrar uma mínima luz para este desgraçado cantinho ocidental.

Até já me dá saudades do Marcelo como líder do partido dele!

Ainda me acusam de pessimista? Neste momentos, optimismo pode confundir-se com irresponsabilidade!

Acho eu...

9.12.04

Exportem-me!

Por hora, o solo nacional é escarrado, talvez, umas (é mesmo a atirar para o ar um valor, de facto) duas a três milhões de vezes? Das instalações sanitárias, públicas e privadas, devem sair, por hora uns outros milhões de homens (e mulheres também?) sem lavar as mãozitas, como a mamã havia ensinado. É lindo! Além de ser muito português...esta coisa de, depois de ter andado com os dedinhos na coisa, dar, por exemplo a mão a outra pessoa, logo à saída do WC, ou atender o telefone, ou ir almoçar, porque não?
Noutro local, ou melhor em milhares deles, por esse país fora, uns tantos tapetes, decorações de Natal e até, why not, lâmpadas são surripiadas das portas de apartamentos, mesmo que os edifícios tenham segurança- o que, aliás, ainda abona mais a favor dessa habilidade tipicamente portuguesa. E assim se conseguem mais uns cêntimos, ou Euros (uns cinco ou seis por dia, que êxtase!).
Melhor do que tudo isto, por mais profissional, umas dezenas de milhar de riscos, feitos de improviso (no que somos melhores, por acaso), com uma chave, ou um qualquer outro utensílio (utensílio, por ser coisa útil) são desenhados, em automóveis, bem ou mal estacionados.E, já agora, uns bons milhares de automóveis ficam, propositadamente mal estacionados, porque, assim, são os seus donos tidos como pessoas que, de tão ocupadas, ou absortas em grandiosos pensamentos, nem tempo têm para se preocupar com uma mal ocupação do espaço de estacionamento público, não deixando, por isso, possibilidade a mais ninguém de ali deixar o seu carro. Mesmo ao lado, uns outros não menos numerosos automóveis, são bloqueados ou multados, por estarem com uma rodinha fora do sítio, ou supostamente não permitirem o normal fluxo de automóveis, ou de peões- que, diga-se, de forma muito positivamente nacional, preferem andar pelas faixas de rodagem, em vez do lindo passeio de calçada portuguesa. Assim, nesta cruzada, a nossa amiga PSP pode continuar a equilibrar as contas públicas, naquilo que não podem, obviamente, contribuir os nosso políticos, agora ditos de pouca qualidade, mas que sempre foram da mesmíssima massa, pois, para mais elevada produtividade, necessitam de, por cada Ministro, Secretário de Estado, ou Presidente de Câmara, pelo menos, uns quinze a vinte acessores.
O nosso querido Presidente da República, que todos dizem, em uníssono, respeitar, logo desancando o mais possível, considera não ter de consultar primeiro, os órgão com função exclusivamente consultiva, como o Conselho de Estado, para depois, e só depois, considerar dissolver a Assembleia da República, que meses antes achava dever continuar em funções e só porque o Governo- apesar de ter vindo a dar uma imagem de desgoverno e imaturidade, de facto!- não funciona nos moldes em que ele, Presidente acha que devia funcionar, no sentido social e político da coisa.
Assim, no mesmo dia, uns bons milhares de políticos- todos nós!- exprimem as suas inspiradas opiniões, vindas da mesma gente que, em concursos televisivos, nem conseguem distinguir uma curgete de uma especiaria, ou de um queijo, ou saber se o Rio Vouga está a Norte ou a Sul do seu tão amado país!
Tenho uma proposta. E não cobro nada por ela.
Venda-se este povo! Todo, de uma só vez. Exportem-no. Depois pode-se comprar outro. E, se o negócio for bem conduzido, até serve para equilibrar as contas nacionais. E dá-se a oportunidade a este espaço geográfico de ter um povo melhor, que seja melhor em matemática, com políticos de qualidade superior, com mais letrados e menos iletrados, sem escarros e papéis atirados para o chão comum, com uma sinalética, nas estradas e localidades, adequada e feita a pensar em pessoas, sem complexos de assumir marcas e empresas, na divulgação de locais das mesmas, sem a procissão de imbecilidades televisivas, ou concursos estúpidos com concorrentes ainda piores, com polícias, serviços públicos e entidades oficiais que tenham prazer em servir (quem os paga!) e tratem as pessoas como tal e não como UTENTES, etc. etc.
Venda-se o povo português e depressa. Até porque, com a especulação imobiliária que temos, podem haver compradores que imaginem que ganham com o negócio, comprando bem e ainda ganhando com a venda do povo.Venda-se!
E nem quero comissão pelo negócio.
Só peço uma coisa: como tive eu a ideia, que me deixem escolher o país para on de serie exportado. Apenas isso.
Bom negócio!

29.11.04

...actuaram em locais do maior prestígio no panorama musical ou artístico, em Portugal e noutros países: Teatro Camões, Teatro São Luiz, Teatro da Trindade, Centro Cultural de Belém, Fundação Calouste Gulbenkian, etc, etc; Orchestra Hall, sede da Chicago Simphony Orchestra, nos E.U.A.; participaram em diversos concertos em Itália, no âmbito do Festival Internazionale d' Orchestre Giovanili Europee, em Florença, Greve, Montecatini, Arezzo e Assis (onde deram um belissimo e exclusivo concerto- exclusivo porque tiveram o privilégio de mostrar a sua arte numa Basílica de S. Francisco em que são apenas autorizados sete concertos por ano...). A sua frescura e alegria, aliadas à sua postura já muito profissional e capacidade de concentração, invulgares para estas idades...fazem dos Violinhos- da Academia de Música Violinhos, em Lisboa, uma excepcional orquestra, com um repertório clássico, em que a excelência, a paixão pela música e um grande sentido artístico são a nota de marca! Parabéns Violinhos. No dia 19 de Dezembro darão dois concertos de Natal no Teatro São Luiz, em Lisboa...onde uma vez mais, por certo, nos farão ir às lágrimas e à 'baba' de encantamento e magia! Posted by Hello
São uma verdadeira orquestra de jovens e crianças, entre os três e os dezassete anos.  Posted by Hello

24.11.04

Putin no seu melhor 'traje': não se metam com ele...ou ele mete-se (com as armas) conosco! É de macho (quase latino, mas não exageremos...!) Posted by Hello

Putin e a Ucrânia "Livre"

Putin é o maior. Não temos nada que nos ingerir nos assuntos da Ucrânia!
E ele? Tem???

Há mais bushes do que o Bush, ou pensava ele ser genuíno...

Lembram-se do Bush e das armas nucleares da Coreia do Norte? Quem vai controlar (o desmantelamento das) as armas nucleres americanas? Ou essas são melhores do que as outras? São as 'boas' armas, não é?

Deviam casar, este dois...

23.11.04

Sonolência e ressaca

Sono de uma noite dormida à pressa.
Ontem tive de me deitar muito tarde, por regressar de uma viagem às três e algo da mnhã. Hoje, imaginem... uma espécie de ressaca, aliás, espécie coisa nehuma, uma verdadeira ressaca. Uma pedrada, é o que é. Mas tem as suas vantagens...
Ter menos sensibilidade. Quero dizer, ouvir menos- o que filtra muitas coisas...umas desejáveis, paciência, outras de que nem queríamos saber. Pensar devagar... Que coisa boa!
Ahhh Soninho!
Não sentir os nervinhos, quando no trânsito, ou no trabalho, ou em casa.

Só não se aguenta o ruído. Brrrrgh!

E com esta... vou. Dormir?
Aghh, ainda não.
Mas não sinto os dedos.
Já adormeceram?

22.11.04

Bloguecantinho

Ahhhh. Hmmm. Gosto deste cantinho da blogosfera. É sossegado, ermo, aconchegante. Ninguém vem por aqui. Fico assim, neste cantinho, sem nada dessas convulsões, ondulações perigosas que por aí andam. Nesses blogues famosos.

Ía a escrever sobre o Santana, ou sobre p Durão, ou o Bush? Nada disso! Está-se bem assim. Como à lareira. Quentinho. Sem ruído. Com silêncio.

Uffff!
Vou por mais lenha na lareira- Não para atear fogo, não! Para o manter e me manter a mim, sossegado, quentinho.

14.11.04

Guterres: um (ao) arrepio

O Congresso da Democracia foi objectivamente utilizado por Guterres como a primeira plataforma de lançamento do seu regresso à vida política. Um tremendo arrepio, de medo, de susto do que poderá significar para Portugal ter esse senhor, novamente, na nossa vida pública e política, mesmo como um inútil Presidente. E porque razão iria ele querer ser Presidente da República? Por vaidade? Julga ele, porventura, poder trazer alguma utilidade à (sua vida, claro, mas...) à nossa vida, nesse cargo? Utilidade? De alguém que nunca trabalhou? Como???

Segundo muitos comentadores, um deles, António Barreto (http://jornal.publico.pt/publico/2004/11/14/EspacoPublico/ORET.html), bastante insuspeito, parece-me, Guterres tentou tapar o Sol com uma peneira, dando a ideia de que lhe desagrada o estilo mediático (e a suposta ou evidente, como queiram, utilização/ manipulação da imprensa pelo PSD e outros) da vida política actual...
Mas, de facto, foi ele mesmo o obreiro de tal estilo. Foi o criador, mesmo.

Tive um verdadeiro arrepio... ao imaginar que tal incompetente, que tanta gente assevera como extremamente inteligente- nada a obstar...- regressa um dia às nossas vidas e a... ensombre.

Já temos seis anos (quase) certos de (quase) desgraça, em termos de esperança no desenvolvimento- dois que estamos a viver com Santana, e quatro que se tornam, cada vez mais, prováveis com esse outro bluf da inteligência política, o pedante Sócrates.

Agora... arrepios... não! Basta o Inverno, o verdadeiro, que até é saudável.

12.11.04

Arafat, Judeus... a estupidez humana de novo

Arafat sempre me deixou desconfortável com o seu passado sombrio, com a sua incapacidade perante uns tantos judeus, ou israelitas, extremistas... com a sua lógica de aproximação a regimes também eles suspeitos.

Isto não faz de mim um pró-americano, pois que tanto me custava ver o futuro da Palestina dependente de um Arafat, e de lógicas pró-soaristas (ughh), como de um louco (pró-nazi, qual ironoia do destino) Sharon.

Mas esta embriaguês à volta da morte do Arafat e, do outro lado, a descabida e estúpida atitude de alguns judeus a festejar... o mínimo que me dá é uma aversão, quase asco, confesso, do rumo que as coisas tomam.

18.10.04

 Posted by Hello


Li o artigo de Clara Ferreira Alves, como sempre costumo, na revista "Única", do Expresso. Esta semana intitulava-se: "A leitora de Alexandria". Parece que o nosso passado, ocidental já foi mais "iluminado", para fazer referência ao tal "século das Luzes", ou mais florescente, prometedor, se pensarmos em termos da cultura, como veículo principal do desenvolvimento humano. Há muitas referências a esse passado, em que não se inibia, para não dizer censurava, uma parte da humanidade, uma parte das sociedades ocidentais. Precisamente a parte feminina. As mulheres que, por via da actuação de fanatismos religiosos, muito provavelmente ilegítimos em termos da sua fidelidade ao projecto inicial de diversas religiões -cristianismo, islamismo, principalmente – foram impedidas do acesso à aprendizagem, ao conhecimento, à cultura. No entanto, como atesta a menina de Alexandria, com cerca de 2200 anos isto não foi sempre assim. O que me deixa perplexo quanto à nossa actual cegueira, numa certa forma de complacência com as actuais religiões... Não terão sido, melhor, não continuam a ser elas, religiões, ocidentais, orientais, todas ou quase, as grandes, as principais responsáveis pelo nosso ainda incipiente desenvolvimento social e humano? Tantos foram os que já aludiram a isto... e tantos os que assim ficaram condenados ao esquecimento... E nada disto tem que ver com a crença, ou não, individual, interior em um Deus, ou algo que se queira superior e criador, que, afinal, esteja para além de explicações científicas (elas próprias auto limitantes). Mas tudo isto me conduz, cada vez mais à insistência numa ideia – a da liberdade intelectual, que tantos "intelectuais" se prestam, hoje como ontem, a comprometerem, eles próprios, pela filiação em ideias ou conceitos, políticos e religiosos... Um manancial de inteligência subaproveitada.

14.10.04

Scolari, Santana, o Ovo e o Gelo quente

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Tudo à mistura. Assim mesmo. No fundo todos estes assuntos, ou abordagem a diversos assuntos, um de futebol, outro sobre a presença, hoje, do Primeiro-ministro na Assembleia da República, têm mais a ver uns com os outros do que à partida se imagina.

Têm a ver com a personalidade, com o profissionalismo, com saber fazer a destrinça entre o importante e o acessório, entre a árvore e a floresta.

Scolari fica indignando com certas atitudes de certa comunicação social. Tem razão. Teve razão no passado recente em relação a Vítor Baía (e sou dos que pensam que Baía ainda tem valor, mas...para 'prima-donas' não há paciência!). Teve e tem razão em relação nas escolhas que tem feito. Este homem, de H maiúsculo, tem de merecer o nosso respeito, de todos. E nem sequer mostrou, uma única vez, que o seu profissionalismo fosse obscurecido pela popularidade, pelo êxito. Tem modéstia bastante, e nem precisava de a mostrar. Parabéns pela atitude, grande Scolari.

Santana, tem demonstrado que se esforça, mesmo que de quando em quando, se denote que talvez, talvez, não encha muito o lugar onde está. Mas... em quem poderíamos nós confiar? No senhor Sócrates, do gelo quente, que de tanta eficiência, nem gelo conseguiria fazer. O PS, pelo que já demonstrou (e teve seis anos, seis, para o mostrar) o melhor que conseguiria era de um frigorífico fazer uma torradeira, que queimava o pão todo. E para isso teria de nomear uma comissão de amigos e companheiros coitados que não têm outro emprego...- para estudar o assunto e dois anos depois, sugerir uma outra comissão instaladora do frigorífico, que nada refrigeraria. E do qual sairiam torradas todas pretinhas, para dar ao povo.

E disse uma coisa interessante, espantosa mesmo, o senhor Sócrates: que o senhor Santana nunca ganhou nada numas eleições legislativas...espanto!? Nem foi candidato, homem! E o senhor, senhor Sócrates, quantas ganhou???

Ou ganhar no PS tem alguma relação com o país, senhor Sócrates?! Acha mesmo? Interessante! Arguto, caro senhor! Começa bem...

O ovo do senhor Louçã, o chato de serviço da nossa classe política, nunca provou nada a ninguém em matéria de trabalho feito. Mas de ovos entende ele, lá isso é verdade. Ovos... de Colombo. É vê-lo na sua ginástica malabarista a inventar casos, a tentar fazer-nos esquecer o importante, em relação ao acessório.

Não confundamos a árvore com a floresta. E cuidado, para não escorregarmos num cubo de gelo quente, do senhor Sócrates, e nos estatelarmos num belo ovo, das galinhas do senhor Louçã.

Boa noite.

9.10.04

"Se ha dicho que todos los hombres nacen aristotélicos o platónicos. Ello equivale a declarar que no hay debate de carácter abstracto que no sea un momento de la polémica de Aristóteles y Platón; a través de los siglos y latitudes, canbiam los nombres, los dialectos, las caras, pero no los eternos antagonistas. Tambbién la história de los pueblos registra una continuidad secreta. Arminio, cuando degolló en una ciénaga las legiones de Varo, no se sabía precursor de un Imperio Alemán; Lutero, traductor de la Biblia, no sospechaba que su fin era forjar un pueblo que destruyera para siempre la Biblia; Christph zur Linde, a quién mató una bala moscovita en 1758, preparó de algún modo las victorias de 1914; Hitler creyó luchar por un país, pero luchó por todos, aun por aquellos que agredió y detestó. No importa que su yo lo ignorara; lo sabían su sangre, su voluntad."
El Aleph, Jorge Luis Borges Posted by Hello
Last night I stayed watching the debate Bush-Kerry: One man was fighting for to give a positive image of the things he have done- or the things he have not. The other one was trying to clearly explain the ideas and plans he has for his country and the world. One man was replying questions. The other one, proposing projects, programs, plans. One was constantly rising from the chair, nervously, unstable, trying to appear calm, smiling. The other was calm, confident, advancing each time new subjects and matters, not only replying. Guess the names of each one? Posted by Hello
No regresso a casa, começou. A chuva. Que anuncia o Outono. Lembrei-me, lembro-me sempre, é reincidente, todos os anos, por estas alturas, por estas primeiras chuvas, de um filme esplêndido do Ingmar Bergmann: Sonata de Outono. A música, as leituras, a serenidade dos espaços interiores, conjugavam-se, na perfeição com a chuva que no exterior visível diversas vezes no filme através de grandes janelas, marcava aquele tempo, aquela época. Uma verdadeira sonata. É desse ambiente, desses espaços que me apetece falar, ou não falar e guardar para mim, quando chegam estas chuvas. Quando, na convulsão da confusão criada, talvez um tanto artificialmente, por políticos e meios de comunicação, me apetece, compulsivamente recolher-me...apreciando e deliciando-me com a chuva lá fora, com a música e a leitura cá dentro. Hummm, o cheiro da terra húmida (dos actinomicetas- bactérias filamentosas, que com tal designação tão hermética são de facto os organismos responsáveis pelo aroma a terra molhada, por estas ocasiões), as cores que transparecem com o seu brilho especial e próprio, intensificadas pela limpidez que a chuva vai deixando pela sua passagem, a luz, tão apropriada ao recolhimento, à reflexão. Ciclicamente é tão fundamental e urgente, retirarmo-nos, silenciarmo-nos para respirar de novo e ganhar novas energias e vontades! Para não "passar cartão" a notícias sem relevância, como as dos últimos dias!

8.10.04

Gongar pela manhã?



Chegar ao café perto do local de trabalho e ter logo um recital de pires e chávenas que alguém ia recolhendo da máquina e emparelhando...já é quase insuportável, não estivesse já um tanto acostumado a esta típica poluição portuguesa que, entre outras coisas, bloqueia totalmente a audição de uma chamada por telemóvel.

Agora... ainda ter, para além dos pratos, chávenas e talheres com ruídos e faíscas, um indivíduo com ar indolente, tipo, que hei-de fazer hoje do meu dia, a gongar uma qualquer melodia (ou anti-melodia), entre o inaudível e o irritante...!?

Os cinco minutos, no máximo, que esta operação de ingestão de cafeína demorou, foram uma colherada a mais, no stress que se iniciava, após uma meia hora de voltas com o carro na busca de estacionamento. Tudo se alterou apenas, quando voltei à rua, e regressei ao espantoso sol lisboeta, de intensa luz branca, temperado, embora, com um vento em crescente que anuncia já o Outono.

Enfim, bendita Sexta-feira. Com "gongo" e tudo.

Ninguém fala do verdadeiramente essencial – daquilo que diferencia os povos e os países, que faz a destrinça entre os que asseguraram o seu futuro, através de uma sociedade criativa, informada, culta evolutiva, e os que são levados na onda comandada pelos primeiros. Ninguém fala da nossa falta de cultura, pior da nossa falta de amor por ela, pela vontade de aprender, evoluir, de criarmos gerações informadas, com capacidade de se auto -regenerarem e renovarem em tempos mais difíceis. Não há cultura. Não se lê, não escreve, excepto sobre coisas comezinhas, sobre "casos" tipo Marcelo R. Sousa, etc. As coisas são o que são. Estas coisas. Não as eternizemos, mas do que merecem. Pior mesmo é a nossa classe dirigente – política e empresarial, esta ainda pior do que aquela, acreditem. Que chova este fim-de-semana e lave tudo isto. A todos nós! Uma boa chuvada e música e leituras, das boas, já agora... que para Records e Bolas já temos de sobra...Bolas!!!
À espera de um Outono cujos primeiros sinais parecem anunciar-se para este fim-de-semana, apetece pôr-me a pensar que este é O país que se inventou, com o propósito de nos permitir, à falta de melhor entretenimento, escrever umas quantas coisas nos nossos blogues domésticos...

7.10.04

Isto sim. Tem conteúdo. Existe. Tem espessura. Não é sensaborão.

Sem sal.

Não sabe a nada.

Este Governo não sabe a nada.
O Santana Lopes não sabe a nada (ou...não sabe nada, dizem-me). Está muito longe dos tempos de irreverência -quase a roçar uma irresponsabilidade pueril, que lhe davam uma frescura política promissora. Mas isto já começou algum tempo antes de ir para onde está agora. Já antes prometia tirar a paciência que ainda íamos encontrando para o aturar, quando chegava aos Congressos do PSD e agitava as hostes.

Já não sabe a nada. É sensaborão. Mas até pode ser perigoso, um pouco de sal é preferível. Melhor ter sal e risco de tensão alta, do que já nem sentir nada. Não há tensão, nem alta nem baixa.

O PS não sabe a nada.
O Sócrates que vá lá para o Brasil – coitados deles que não fizeram mal ao mundo, mas víamo-nos livres dele. Vá para a Cochinchina! Não tem graça, nem conteúdo. Só tem arrogância, ambição, vaidade, narcisismo. E é sensaborão. E sabe o quê, de quê!? Bahhh!

A comunicação social...bahhh a nada nos sabe. Só cria "casos". Os casos Casa Pia, casos casas de ministros e ex-ministros e ministeriáveis. Casos de epidemias que não chegam a sê-lo (meningites, etc.) casos de atentados à democracia, do défice democrático, da falta de liberdade de expressão. Se ao menos fossem mesmo coisas autênticas. Só "casos". Casos. Casos de casos. De disse, e diz-que-disse. Bahhh. Sem sabor. Sem sal.

Nada acontece. De facto. DE FACTO!!!!

Mexam-se!
Ponham SAL.

6.10.04

De novo com o pé...no pântano? Ou de corpo inteiro sem salvação

Lembramo-nos todos do pântano de Guterres, não é? Parece que foi há muito tempo, que o ouvimos declarar que se ia embora – qual significativa declaração de quem sente que chegou ao fim de uma "missão cumprida" – porque o país se encontrava num pântano político (e económico e social). Depois, foi o que sabemos. Uma tentativa quase desesperada e reconhecidamente apressada, mas não atabalhoada (e parcialmente conseguida) de um governo de Durão Barroso para nos atirar a todos a vara a que nos devíamos agarrar para sairmos de tal lamaçal que nos puxava insistentemente para as profundezas até à asfixia total.

Mas com Durão infelizmente a coisa não durou o suficiente, pois outros valores (inquestionavelmente tão ou mais altos o levariam para longe dos nossos destinos imediatos - aliás o próprio António Costa, seu adversário na política reconhecia no tempo certo a importância e a honra do cargo para Portugal).

Tudo isto é, penso, para quem queira ser justo com a sua honestidade mental, indesmentível.

Ou devia ser.

Mas agora, o recém eleito líder do PS, de bem falante e, talvez (?) bem estruturada mas, seguramente desonesta atitude, vem dizer-nos, quase, que urge regressar a esse pântano, perdão, a esse tempo onde tudo parecia, melhor, se dizia ir bem...até começar a cheirar mal (o pântano não devia ser de areias nem de argilas, mas de algo mais pastoso e mal cheiroso, porque microbiologicamente impróprio: a famosa merda, meus amigos! Tal como a todos nos apetecia dizer, a todos, quando, bem à portuguesa, nos era perguntado como estávamos: "na merda", claro! E nem todos o sabíamos. Mas o Sr. Sócrates - só o nome é igual ao do famoso sábio-modesto, "só sei que nada sei" da antiguidade. Este sabe tudo. E já não é o primeiro que nunca tem dúvidas, mas o outro, um Senhor de verdade, que a pouco e pouco nos tem vindo a demonstrar a saudade que nos provocaria, pela sua temporária ausência da política, o Dr. Cavaco Silva, ao menos não usava de (in)disfarçada modéstia ao afirmar a sua segurança sobre o caminho que teríamos, todos, de percorrer.

Afinal...a grande diferença entre quem sabe mesmo e quem só sabe... falar!

Apenas...falar. E falar é pouco. Já nos chegou o Soares, o Almeida Santos (Almeida Tantos) Guterres e, recuando muito mais no tempo, o grande Cícero, que na Roma antiga era o mais famoso e bem-falante tribuno. Só que nesses tempos, a palavra tinha mais peso do que as acções e estas também não tinham o carácter de urgência de que hoje se revestem, pois essa Roma era a grande potência dominadora do mundo!

Hoje, falar bem, é muito pouco. Mas parece que, no nosso querido país, de gente anónima e ignorante, onde tem mais relevo a romaria estúpida e degradante à suposta cena de um crime, perpetrado contra uma infeliz criança, onde ganha mais espaço no nosso diminuto e comezinho quotidiano, um concurso (nome fino: "reality show") sobre outro estilo e tipo de gente estúpida e ignorante, neste país, o pântano pastoso e muito mal cheiroso continua a alastrar e a todos nos há-de arrastar.

E não me parece que um Santana nos vá conseguir salvar, nem do seu próprio governo, que também já tem "outro" odor (...?!), nem do abominável homem dos pântanos que um dia nos poderá fazer regressar a tal massa pastosa, sugadora e asfixiante. Nem já há Marcelo que nos alerte, nem Cavaco que nos desperte, desta sonolência inexorável, desta apatia patológica.

Os nossos carrascos da vizinhança, que muito bem têm sabido usar e quase abusar da nossa subserviência e dos nossos medos colectivos, podem agora começar a preparar as cordas para nos salvar a alguns, desta nova maré pantanosa, ou então... finalmente...comprar as tais terras da raia, que um dia estarão com vista sobre as praias, directamente para o mar...

Que se salve quem agarrar as cordas ou souber nadar!

7.9.04

Egoísmo ou pequenos luxos entre desgraças

No passado Domingo, com as desgraças de mundos muito piores do que o nosso, de vidas bem doloridas, como o horror do terrorismo e da força brutal, que se passou na Ossétia do Norte, como a que persiste em continuar no Iraque, na Palestina e não menosprezando a estupidez espalhafatosa nacional de barcos e contra-barcos de aborto , fui deleitar-me à beira-rio, numa das bonitas e escassas esplanadas que temos junto ao Tejo.

Tentando ler um pouco de um livro de Verão, do Grisham, sempre assaltado por perturbações destas "nossas" últimas notícias, lembrei-me, uma vez mais de como a cidade de Lisboa bem poderia saber aproveitar a sua zona ribeirinha e não o faz.

Não o faz por egoísmo de uma Administração do Porto de Lisboa que em jogos de poder com a Câmara desta cidade, não consegue fazer avançar projectos de aproveitamento para lazer, turismo ou o que quer que seja, para aquela zona?

A juntar a isto, há cafés ou esplanadas que conseguem praticar preços quase europeus, naquela bonita margem do rio. Será por que lhes são impostas condições de exploração exageradas e descabidas, para uma cidade que ainda não se pode gabar de ser Paris, Berlim ou Zurique? Será por sua unilateral iniciativa? Será uma política comercial (quase) elitista?

Mas pena mesmo faz-me que ao lado de tais esplanadas ou outros estabelecimentos de restauração, persistam espaços pouco cuidados e vigiados, com relvados degradados, sujos de "presentes" caninos, onde muitas crianças aterram frequentemente, fazendo subir a revolta de pais que ali foram para se darem a si mesmos merecidos momentos de prazer...e levam para casa lindas recordações...

Veremos algum dia surgirem novos espaços, consentâneos com a nossa realidade social e económica e que verdadeiramente ofereçam aos lisboetas e seus visitantes, momentos inesquecíveis como os que o rio, o sol, a luz branca única da cidade, a temperatura amena...teimam em dar a todos?

Desculpem-me este despropositado egoísmo pessoal, face a tantas misérias de outros locais e culturas!

6.9.04

Da corveta à opereta: Miguel Sousa Tavares no Público

Na Sexta-feira li o artigo do Miguel Sousa Tavares no Público (queria fazer o 'link' aqui, para o artigo, mas não encontrei o artigo no Público...).
Gostei muito. Uma equilibrada reflexão sobre a novela do barco holandês, dos vasos de guerra que lhe barraram a entrada em Portugal e sobre outros temas.

Ainda hei-de voltar a estes assuntos.

2.9.04

Histórias de encantar- A pequena história dos três gatos- história da típica empresa familiar portuguesa

Eram três. O gato pai e dois filhinhos. Ou um filhinho e uma linda filhinha, não interessando aqui qual sexo do bichano. Quando ainda pequeninos (há quem diga que serão sempre) ocupavam-se a correr, ameaçar-se um ao outro, que eu te arranho, tu vê lá, dizia um, que eu te roubo o leitinho, dizia o outro. O pai, sem dúvida, que era quem mandava. Mas apenas isso, coitados dos gatinhos.
Mais tarde, crescidinhos (há quem diga que não verdadeiros gatos adultos, não é importante também, afinal) continuam, agora com mais manha (típica de gatos, diz-se) a tentar arranhar-se e ainda persistindo um em ir ao pratinho do leitinho do outro. O pai, que sabia, não só deixava, como incentivava, umas vezes a um, outras a outro, que vencesse o mais forte (não é essa natureza das coisas? Não é assim que tudo deve ser e acontecer? Em tudo, na vida. Só o mais forte vencerá!).
Mas não havia modo de aparecer um mais forte do que o outro. Em lugar da força, crescia a manha, a verdadeira e genuína manha de gato, perdão, gatinho, que a todos à volta encantava, pensavam eles (e não apenas dentro dos limites do seu pequenino reino, mas também, ao mundo, sim porque não encantar todo o mundo, se eram tão ágeis no uso e ebuso da sua principal arma secreta, a manha, a suprema arte do faz-de-conta ) como sinónimo de destreza intelectual (inteligência, até, talvez). Todo o bicho que andava lá pelas bandas do seu pequeno beco, ou recantos do seu lindo quintal, ou se entendia com a subtileza refinada daquela manha, daquela refinada vida nas sombras, daquela arte, é isso.
Os gatos têm sete vidas, todos sabemos, e por isso, todo o mundo teria de entender com eles, melhor, teria de se resignar ao seu poderio, por muito e muito tempo, o mesmo é dizer por uma eternidade.
Mas mesmo com sete vidas, pois sete não oito, o gato pai um dia havia de se finar. Que aconteceria aos gatinhos, tão cuidadosamente educados na sua suprema arte de a todos encantar e, desculpem-me enganar...
Mas não, essa parte da história ainda terá de ser contada, muito provavelmente por outros bichos que ainda sobrevivam. Não tem lugar aqui, agora.
Miauuuuu!

music of promisse

"(...)
And the beauty of the pearl, winking and glimmering in the light of the candle, cozened his brain with its beauty. So lovely it was, so soft, and its own music came from it- its music of promisse and delight, its guarantee of the future, of comfort, of security. Its warm lucence promised a pultice against illness and a wall against insult. It closed a door on hunger(...)
(...)And they began this day with hope"

Steinbeck, "The Pearl"
eu sou o culpado...

aborto de novo: agora entrando no tema

Mas afinal, clarifiquemos...
Aborto ou não, não me parece que seja o tema, a questão. Agora, a lei que regula tais coisas, poderá ter sido demasiado condicionada por opiniões públicas mais ou menos manietadas...e manipualdas. Por que há sempre manipulação em política, ou não? E nem sempre isso tem significado negativo.
Mas neste caso, que custa saber que alguma mulher, uma apenas, pode ser condenada por tar feito aborto, custa. É difícil de aceitar. Como é o aborto em si.
Mas isto também já sabemos, muitos de nós, ou não? Se calhar, nem todos... e aí é que continua a resudir o problema.
Nada de novo até agora.

Mas daqui a algum tempo, lá está... anos... com outro povo, que este que somos todos nós, tem prazo certo, claro. E virá um melhor, só pode ser.
E, então, algo de novo, de uma vez, acontecerá... nesta nossa frente, com um mar tão inspirador.
há sítios assim...

1.9.04

questões de aborto e aborto de questões, e questões de senso (bom, mau)

O título não pretende ser de mau gosto, mas apenas, digamos, o mais elucidativo...veremos.
O texto do blog (o vento lá fora)* é obviamente excelente e de bom senso. Já não é de bom senso esta coisa, melhor, esta mania, de nos separarmos todos uns aos outros. Eu sou de boas famílias, tu não és, eu sou de esquerda, tu és conservador, eu sou pelos bons costumes, eu sou pelas liberdades (ahn?? não somos todos? continuamos na mesma ideia de que a defesa da liberdade só pertence a uma parte da nossa sociedade? bahhh, ou melhor duuhhhh, como dizem os meus filhos) eu sou pelas tradições, porque isso é estar certo, tu és contra elas e, por isso, um anarca, etc.
Que falta de paciência! Haverá cada vez menons gente normal?
Agora é o aborto, embora nem isso seja verdade, como hoje, com BOM SENSO, bem explicou Santana Lopes. Mas tanta histeria para quê? Ainda não se cansaram de ser notícia? De fazer notícia? Por favor, cansem-se, antes que nos saturem a nós.
Agora é o aborto, ou o barco que dizem ser dele, para a semana será o quê? Uma casa que um ministro comprou e não pagou a Sisa completa? Ou um dos do processo Casa Pia afinal também foi responsável pelos incêndios do Verão, pois se devia estar na sua residência foi, contra tudo, ver quando chegava o barco do aborto, na casa do tal ministro que não pagou a Sisa e, por incúria, fumava num bosque (paisagem protegida onde se enquadra a tal 'casinha'- não a da Maria de Belém que todos sabem estar no Parque de Sintra- Cascais, essa não credo!- e 'prontos' deixou cair a beata (verdadeira, não daquelas da moral e bons costumes, defensoras das boas tradições, como touradas, etc...) lá se pegou fogo...
Ufaaa, que me faltou o fôlego.
Mas temos de continuar, pois isso é que são BOAS tradições. Continuar, a SER de ESQUERDA, que isso é que ser bom, ser Direita que isso é que ser de BOM TOM. Escolhamos, então todos os nossos clubes, como no futebol. Claro. Nunca ninguém me explicou o que é ser do Benfica ou do Porto, ou Sporting, se todos os anos ou em ciclos mais ou menos frequentes, os clubes mudam (quase) por completo e os qua lá estavam antes , já não estão mais.
Escolhamos então, como as crianças, que definem, e muito bem, que não gostam de ervilhas e até as ouvimos dizer, a algumas crianças grandes, eu nunca gostei de ervilhas, nem em pequenino(a)...
Escolhamos todos de vez, se somos defensores de uma boa, bela estóica valente e com orgulho tradição tauromática. E então se assim nos posicionarmos, teremos concumitantemente de ser contra o aborto, ou contra qualquer coisa que aborde o aborto (bela língua portuguesa, agora a sério) e não aborte o tema (estão a ver com o é fantástica a nossa língua, isso sim que devemos activamente defender, utilizando-a, em todo a sua vastidão? Pela Igreja, incondicionalmente, pelo profundo e crescente fosso entre os que mandam e os que são mandados (há gente que nasceu para uma coisa, e outros para outras, então não é lógico?) e outras coisas mais, de bom tom e famílias e tradições, uffff! Ah, e nunca seremos intelectuais, claro, claro...claro.
Ou se formos contra, por exemplo as touradas, então nãos e pode esperar outra coisa, que, obviamente ser de esquerda, contra as touradas, contra a Igreja (a romana, que das outras nem se fale!. E neste grupo seremos mesmo sempre intelectuais, mesmo que...estúpidos.
É isto. Não há nada mais de novo a acrescentar. Já está tudo feito, assim mesmo. Uns de um lado, outros, do outro, completamente do outro, totalmente.
É vermo-nos nas ruas todos os dias. Está na cara de cada um, uns são contra outros, contra esses que são contra (o que nem sempre é ser a favor). Então não é notório e evidente? Vê-se logo.
E continuemos a dar olhos e ouvidos aos nossos fabricantes de 'casos' e notícias, que não sempre os 'media' note-se.
Nada de novo, onde tanta gente insiste em ser 'velho' (não em termos etários, que isso é uma inevitabilidade respeitável)
Nada, ou muito pouco!



30.6.04

pobre gente...

que tanto sofreu

com esta imensa ALEGRIA!!!!!!!!!!!

..no lugar ocidental, onde nada de novo costuma acontecer

aconteceu hoje, uma grande vitória, no futebol, que até uniu quem não costuma gostar deste desporto, à volta desta grande e excelente selecção

parabéns!!!

pobre gente, feliz gente!!! e rica, hoje!

Tenho de ir...
Respirar e recuperar.

amanhã é que conta!

Não me refiro ao EURO, embora também me vá incorporar na grande multidão de roedores-de-unhas e arranca-cabelos, ao assistir ao Portugal-Holanda. Mas quem vai mesmo sofrer é o Scolari. Nós vamos torcer. Por ele, por toda a equipa. Por nós.

Mas amanhã... é o dia, dia depois da decisão de Durão Barroso. Definidas assim as coisas, devíamos todos ter apenas uma ideia. Respeitar o processo. Dê por onde der. E, por mim, mas só por mim, pode dar para mal...se formos agora, novamente mudar de rumo, para o que tínhamos até à oportuna fuga de Guterres.
Lembram-se?
Não que se tenha visto melhor, depois, até hoje. Mas daquilo já tivémos que baste. Mas isto sou eu pensar. Só eu.

Há que ter estatura para aceitar o oposto. o Contrário de nós. Democraticamente. E vai custar muito. Mas duvido de boas intenções, de ideias elevadas, atitudes nobres. Já não há disso. E isso é falta de estatura. Política. Social. Cultural. Tanto que nos falta, como povo. Tanto.

Esta crise será resolvida lá para o ano 2222. Nessa altura já somos outros e melhores.
Mas esse ano começa já.

Amanhã!

Boa noite

29.6.04

Novas crises, nada de novo.

Cá estamos. É isto mesmo. A famosa e tradicional atitude portuguesa, traduzida nesta expressão de resignação.

Nada de novo nesta frente a Ocidente da Europa.
Mas dentro dela, apesar de tudo.

Os acontecimdentos.
O EURO. Primeiro tudo mal. Pois, é sempre a mesma coisa, nunca conseguimos nada. Já se sabia. Depois, agora sim, tudo bem. Já somos os melhores. Ninguém nos 'despacha', ninguém nos apanha. De bom senso, nada, ou muito pouco.

Nada de novo, nesta nossa frente.

Durão Barroso. A crise interna que se aproxima. Ou a continuação de uma crise, que apenas se transfigura, agora através de circunstãncias novas, ou nem tanto.

O orgulho nacional que se renova. Mas só um pouco. E por um instante apenas.

O PS iria pedir eleições, em quaisquer circuntâncias, mesmo que não tivesse sondagens favoráveis. Claro. E daí, talvez...
Ou iremos voltar aos tempos de 'tudo-está-bem-vamos-lá-fazer-de-ricos'?

O PSD ainda não sabe como reagir e que dizer. São muitas as vozes. Umas sim, outras não. Talvez uma oportunidade. De renovação. Talvez o início de uma crise. De novo?

Mas que poderá acontecer ao nosso 'rumo', como país?
Existe um sentido nacional, nisto tudo? Ou nem isso interessa?

Nada de novo, por aqui.
Por enquanto. E ainda. Há tanto tempo...